A planilha é a ferramenta de viagem mais usada do mundo — e por bons motivos: é grátis, é sua, e faz exatamente o que você mandar. Muita viagem excelente foi planejada numa aba do Google Sheets.
Mas ela tem três pontos onde quebra sempre: grupo, offline e moeda. Aqui vai a comparação honesta, sem vender milagre.
🔹 Resposta rápida Planilha compensa se você viaja sozinho ou em dupla, dentro do país, com uma moeda só e gosta de controlar tudo na mão. Um app compensa quando entra grupo (divisão de contas), viagem internacional (várias moedas), uso na rua (offline, vouchers, lembretes) ou quando montar o roteiro dia a dia está tomando tempo demais. O ponto de virada costuma ser o terceiro viajante ou a segunda moeda.
Onde a planilha ganha
Vamos ser justos — ela ganha em coisas reais:
- É grátis e é sua. Nenhuma assinatura, nenhum risco de o serviço sumir.
- Flexível ao extremo. Se você quer uma coluna esquisita que só faz sentido pra você, cria e pronto.
- Você entende cada número. Nada de cálculo escondido.
- Ótima pra comparar opções. Três hotéis lado a lado, com preço e distância — planilha faz muito bem.
Se sua viagem é você (ou vocês dois), no Brasil, em reais, a planilha resolve. Não troque por trocar.
Onde a planilha quebra
1. Grupo
É o calcanhar clássico. Cinco pessoas, cada uma pagando coisas diferentes, e no fim alguém precisa fazer a conta de quem deve a quem. Na planilha isso vira uma matriz que ninguém quer manter — e quase sempre acaba em "depois a gente acerta".
2. Offline e na rua
Planilha no celular, com bagagem na mão, sol na tela e sem internet, é sofrimento. E é exatamente a hora em que você precisa: qual é o endereço, a que horas é o check-in, cadê o voucher.
3. Várias moedas
Lançar euro, iene e real na mesma coluna exige uma taxa de câmbio manual que fica velha no dia seguinte. Dá pra fazer — mas ninguém mantém isso atualizado no meio da viagem.
4. Vouchers e documentos
A planilha guarda texto, não PDF. Então o comprovante continua no e-mail, o ingresso no WhatsApp e o seguro em algum lugar. Na hora do aperto, você caça.
5. O roteiro dia a dia
Montar o dia agrupando por região é o trabalho pesado do planejamento — e a planilha não ajuda nisso. Ela guarda a decisão; ela não te ajuda a decidir.
Comparação lado a lado
| O que você precisa | Planilha | App de viagem |
|---|---|---|
| Custo | Grátis | Assinatura |
| Flexibilidade total | ✅ Imbatível | Limitada ao que o app faz |
| Comparar hotéis/voos | ✅ Muito boa | Depende |
| Montar roteiro por região | ❌ Manual | ✅ Automático |
| Funcionar offline na rua | ⚠️ Ruim | ✅ Sim |
| Guardar vouchers em PDF | ❌ Não | ✅ Sim |
| Várias moedas | ⚠️ Câmbio manual | ✅ Conversão automática |
| Dividir contas do grupo | ⚠️ Vira matriz | ✅ Acerto automático |
| Lembretes de horário | ❌ Não | ✅ Sim |
O ponto de virada
Na prática, dá pra resumir assim:
- Sozinho ou em dupla, no Brasil, uma moeda: planilha basta.
- A partir de 3 pessoas ou a partir da 2ª moeda: o app passa a compensar — porque as duas coisas que a planilha faz pior (dividir conta e converter moeda) são justamente as que aparecem todo dia.
- Viagem longa ou com muitos deslocamentos: app, pelo roteiro por região e pelos lembretes.
Também vale o teste do tempo: se você já gastou mais de duas horas montando abas e ainda não tem o dia a dia pronto, a planilha virou o trabalho em vez da ferramenta.
Dá pra usar os dois
E essa é a resposta mais honesta: muita gente usa. Planilha pra comparar e decidir (hotéis, voos, cenários de orçamento) e app pra executar (roteiro do dia, vouchers, gastos, acerto do grupo).
No My Way, a parte de executar fica assim: você conversa com a My e ela monta o roteiro dia a dia agrupado por região, com clima e mapa; durante a viagem o app funciona offline, guarda vouchers em PDF, registra gastos em qualquer moeda com conversão automática e faz a divisão de gastos dizendo quem deve quanto a quem.
Sendo justa com a planilha: ela continua melhor pra comparar opções lado a lado antes de decidir. E, sendo honesta com o app: a My não vende passagem nem faz reserva — ela organiza.
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Perguntas frequentes
Planilha de viagem ainda vale a pena em 2026?
Vale, principalmente pra comparar opções (hotéis, voos, cenários de orçamento) e pra quem viaja sozinho, no país, com uma moeda só. Ela perde quando entram grupo, várias moedas e o uso na rua.
Qual a maior limitação da planilha numa viagem em grupo?
O acerto final. Manter na planilha quem pagou o quê, por quem, e calcular as dívidas cruzadas é trabalhoso — e quase sempre fica pra depois, o que costuma gerar desconforto.
Dá pra controlar gastos em várias moedas na planilha?
Dá, mas exige uma taxa de câmbio manual que envelhece rápido. Se a viagem passa por mais de uma moeda, a conversão automática é o que mais economiza dor de cabeça.
Preciso escolher entre planilha e app?
Não. Uma combinação muito comum é usar planilha pra comparar e decidir antes da viagem, e o app pra executar durante — roteiro do dia, vouchers, gastos e divisão de contas.
Um app de viagem funciona sem internet?
Os bons funcionam. É justamente na rua, sem dados ou com roaming caro, que o roteiro e os vouchers precisam abrir. Vale testar em modo avião antes de viajar.
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