A Dinamarca é aquele destino que te desarma pela simplicidade. Não tem paisagem de tirar o fôlego como a Noruega dos fiordes nem cidades gigantescas — mas tem um jeito de viver tão bem resolvido que você volta querendo copiar. Casas coloridas à beira d'água, gente pedalando de terno, cafés aconchegantes e um dos povos mais felizes do mundo (não é força de expressão, é ranking mesmo). É o país que inventou o hygge, os brinquedos LEGO e alguns dos melhores restaurantes do planeta.
Aqui vai o guia completo pra você planejar essa viagem sem sustos — do visto ao chip, de quantos dias você precisa a quanto vai custar. Bora?
🔹 Resposta rápida Brasileiro não precisa de visto para turismo na Dinamarca por até 90 dias (é país do Espaço Schengen). Leve passaporte com validade de sobra e prepare o bolso: é um dos destinos mais caros da Europa. Copenhague é uma cidade de bicicleta e trem — esqueça o carro por lá. A moeda é a coroa dinamarquesa (não é euro!), e você paga quase tudo no cartão. Melhor época: de maio a setembro, quando os dias são longos e o clima ajuda.
O que fazer na Dinamarca?
A Dinamarca combina cidade e natureza numa escala bem humana. Em Copenhague, a capital, você passeia por canais, palácios, jardins e bairros descolados. Fora dela, o país se abre em ilhas, penhascos brancos, castelos e vilarejos de conto de fadas — literalmente, já que foi ali que Hans Christian Andersen escreveu "A Pequena Sereia" e "O Patinho Feio".
Vale muito misturar os ritmos: um dia de museu e café, outro de bicicleta pela orla, outro de bate-volta pra ver os penhascos ou os castelos. E claro, provar a gastronomia — a Dinamarca é o berço da nova cozinha nórdica, mas também tem o clássico smørrebrød (sanduíche aberto de pão preto) e as pastelarias que a gente conhece como "dinamarquês".
Quais são os principais destinos da Dinamarca?
Copenhague é o coração da viagem e provavelmente onde você vai passar a maior parte do tempo. Não deixe de ver:
- Nyhavn — o cartão-postal do país, com casas coloridas do século 17 à beira do canal e barcos de madeira. Point pra foto, café e passeio de barco pelos canais.
- Tivoli — um dos parques de diversões mais antigos do mundo (de 1843), no centro da cidade. Encantador de dia e mágico à noite, com luzes por todo lado.
- A Pequena Sereia (Den Lille Havfrue) — a estátua inspirada no conto de Andersen. É bem menor do que a maioria imagina, mas é aquele check obrigatório.
- Christiania — a "cidade livre" autogerida, um bairro alternativo e cheio de arte de rua. Respeite as regras locais de fotografia.
Além disso, reserve tempo para os jardins do palácio de Rosenborg, o bairro colorido de Nyboder e uma subida na torre em espiral da igreja Vor Frelser.
Legoland / Billund — na região central da Jutlândia, é o parque temático original da LEGO, perfeito com crianças (e nostálgico pros adultos). Billund é onde fica também o aeroporto que serve a região.
Aarhus — a segunda maior cidade do país, jovem e universitária. Tem o museu de arte ARoS (com aquele arco-íris no topo que rende fotos incríveis) e o museu a céu aberto Den Gamle By.
Odense — a cidade natal de Hans Christian Andersen, na ilha de Funen. O museu dedicado a ele e o centrinho de casas antigas fazem um bate-volta charmoso.
Ilha de Møn — para quem quer natureza, os penhascos brancos de Møns Klint despencam sobre um mar azul-turquesa, cercados por floresta. É um dos cenários mais bonitos do país e ótimo para caminhadas.
O que é hygge e como sentir isso na viagem?
Hygge (fala-se mais ou menos "húga") é um conceito dinamarquês difícil de traduzir — é aquela sensação de aconchego, bem-estar e presença. É a vela acesa num café, o cobertor no sofá, a conversa sem pressa com quem você gosta, o pão quentinho num dia cinzento.
Na viagem, você vive hygge sem esforço: entrando num café pra fugir do frio, jantando com calma num restaurante iluminado por velas, sentando num banco à beira do canal. Não é algo pra "fazer", é um jeito de desacelerar. E talvez seja a melhor lembrança que você traz da Dinamarca.
Qual a melhor época para viajar para a Dinamarca?
O clima manda bastante aqui. Resumo:
| Época | Como é | Vale a pena? |
|---|---|---|
| Verão (jun–ago) | Dias longuíssimos (sol até 22h), 18–22 °C, tudo aberto | Melhor época; alta temporada e preços altos |
| Primavera (abr–mai) | Flores, dias esticando, menos gente | Ótimo custo-benefício |
| Outono (set–out) | Cores lindas, clima ainda ok | Bom, com menos multidão |
| Inverno (nov–mar) | Frio, dias curtíssimos (escurece às 16h), mas Natal mágico | Só se o foco for mercados de Natal e hygge |
Para aproveitar ao máximo, mire maio a setembro. Se você ama clima de fim de ano, dezembro tem os mercados de Natal e uma atmosfera hygge inesquecível — só se prepare para o frio e para o dia curto.
Quantos dias ficar e que roteiro fazer?
Depende do fôlego, mas aqui vão sugestões que funcionam bem:
| Dias | Roteiro sugerido |
|---|---|
| 3–4 dias | Só Copenhague: canais, Tivoli, museus, bairros e um bate-volta ao castelo de Kronborg (o "castelo de Hamlet") |
| 5–6 dias | Copenhague + um bate-volta natural (Ilha de Møn ou Roskilde) + eventual pulo a Malmö, na Suécia |
| 7–10 dias | Copenhague + Odense + Aarhus + Billund/Legoland, cruzando o país de trem |
Para a maioria dos brasileiros de primeira viagem, 5 a 6 dias é o ponto doce: dá pra sentir Copenhague com calma e ainda ter um gostinho do resto do país. Montar esse encaixe de trens, bate-voltas e horários é exatamente o tipo de quebra-cabeça que a My resolve rapidinho pra você.
Brasileiro precisa de visto para a Dinamarca?
Não para turismo. A Dinamarca faz parte do Espaço Schengen, então brasileiros podem entrar sem visto e ficar até 90 dias (dentro de um período de 180 dias) para turismo. O que você precisa:
- Passaporte válido — a recomendação é ter pelo menos 3 meses de validade além da data prevista de saída, e emitido há menos de 10 anos.
- Comprovantes que podem ser pedidos na imigração: passagem de volta, reserva de hospedagem e seguro viagem.
Fica o aviso importante: a União Europeia está implementando o ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem (parecida com o eTA canadense) que brasileiros vão precisar solicitar online antes de embarcar. Ela ainda não está obrigatória na data deste texto, mas entra em vigor em breve — então confirme sempre no site oficial (travel-europe.europa.eu/etias) antes de comprar a passagem.
Falando em seguro: ele é praticamente obrigatório na prática. O padrão Schengen exige cobertura médica mínima de 30 mil euros, e a saúde na Dinamarca é caríssima para quem não é residente. Vale contratar um seguro viagem antes de embarcar — é barato perto da tranquilidade que dá.
Como funciona chip / eSIM na Dinamarca?
A cobertura de internet é excelente em todo o país. A opção mais prática hoje é o eSIM: você compra pela internet antes de viajar, ativa por QR code e já desembarca conectada, sem trocar o chip físico nem procurar loja. Eu uso e recomendo o Airalo — tem planos para a Dinamarca e também pacotes que valem para a Europa toda, ótimos se você for combinar com Suécia, Noruega ou Alemanha.
Dica extra: para acessar seu banco, streaming ou apps do Brasil com mais segurança em redes de Wi-Fi público (aeroporto, hotel, café), uma VPN como a NordVPN ajuda bastante.
Que dinheiro e cartão levar para a Dinamarca?
Atenção, porque muita gente erra aqui: a Dinamarca não usa o euro. A moeda é a coroa dinamarquesa (krone, sigla DKK). Um euro vale mais ou menos 7,5 coroas — mas confira a cotação atualizada perto da viagem.
A boa notícia é que a Dinamarca é praticamente uma sociedade sem dinheiro físico. Você paga tudo no cartão ou no celular: café, ônibus, feira, banheiro público. Dinheiro em espécie é quase desnecessário — leve só uma reserva pequena para emergências.
Como você vai passar quase tudo no cartão, o ideal é usar um cartão sem IOF e com boa cotação, para não perder dinheiro em cada compra. Uma opção que funciona bem para brasileiros é o cartão internacional da Ether.fi, que evita o IOF das compras internacionais. Só lembrando com honestidade: a My te ajuda a planejar o roteiro, mas não faz câmbio nem emite cartão — essa parte fica com você.
Preciso alugar carro? E a Permissão Internacional (PID)?
Para a maioria dos roteiros, não. E aqui está talvez a dica mais importante deste guia: Copenhague é uma cidade de bicicleta e trem. Sério, o carro atrapalha mais do que ajuda na capital — estacionamento é caro e escasso, e tudo se resolve pedalando ou de metrô.
A cidade tem ciclovias por toda parte, e alugar uma bike (ou usar as compartilhadas) é a forma mais dinamarquesa de conhecer Copenhague. Para distâncias maiores, os trens da DSB ligam as cidades com conforto e eficiência.
Se mesmo assim você quiser explorar a Jutlândia ou o interior de carro, precisa de:
- CNH brasileira válida + a PID (Permissão Internacional para Dirigir), que você tira no Detran antes de viajar.
- Cartão de crédito internacional para a caução.
Um detalhe lindo para quem gosta de estrada: a Ponte de Øresund liga Copenhague diretamente a Malmö, na Suécia, por cima do mar — dá para cruzar de carro ou de trem em cerca de 35 minutos e almoçar em outro país. Vale o passeio mesmo sem carro.
Como chegar e como circular pela Dinamarca?
Como chegar: não há voo direto do Brasil para Copenhague. O caminho comum é com uma conexão na Europa (Lisboa, Madri, Frankfurt, Paris, Amsterdã, entre outros) até o Aeroporto de Copenhague (CPH), o principal do país. Para achar boas combinações e comparar preços, dá pra usar um buscador de passagens aéreas.
Do aeroporto ao centro: fácil — o metrô e o trem ligam o CPH ao centro de Copenhague em cerca de 15 minutos.
Como circular:
- Metrô e trem urbano (S-tog): rápidos, limpos e funcionam 24h no caso do metrô. Compre passes ou use o cartão por aproximação.
- Trens da DSB: para viajar entre cidades (Copenhague–Odense–Aarhus, por exemplo). Reserve com antecedência para pegar tarifas melhores.
- Bicicleta: a alma da cidade. Vale experimentar pelo menos um passeio.
- A pé: o centro de Copenhague é compacto e caminhável.
Onde ficar na Dinamarca por faixa de preço?
Em Copenhague, os melhores bairros para se hospedar são Indre By (centro), Vesterbro (descolado, cheio de cafés e bares) e Nørrebro (jovem e multicultural). Uma noção de valores por noite:
| Faixa | Preço/noite (aprox.) | O que esperar |
|---|---|---|
| Econômico | R$ 300–550 | Hostels e quartos compartilhados; opção de dormitório |
| Intermediário | R$ 600–1.100 | Hotéis 3–4 estrelas e apartamentos bem localizados |
| Alto padrão | R$ 1.300+ | Hotéis de design, boutique e vista para os canais |
Reserve com antecedência, principalmente no verão — a cidade lota e os preços sobem rápido.
Quanto custa viajar para a Dinamarca?
Sem rodeios: a Dinamarca é cara, uma das mais caras da Europa. Uma refeição simples num restaurante casual sai fácil por R$ 120–180 por pessoa; um café, uns R$ 25–35. Para você se planejar, uma média diária de gastos em terra (fora passagem):
| Estilo | Gasto diário/pessoa (aprox.) |
|---|---|
| Econômico (hostel, transporte público, comida de mercado) | R$ 350–500 |
| Intermediário (hotel simples, restaurantes casuais, passeios) | R$ 600–950 |
| Confortável (hotel bom, boa gastronomia, mais experiências) | R$ 1.200+ |
Dá pra economizar de formas espertas: aproveitar os museus com entrada gratuita ou de valor reduzido em certos dias, comprar comida em supermercados e mercados, andar de bicicleta em vez de táxi e usar o transporte público. E, claro, usar aquele cartão sem IOF para não perder dinheiro em cada compra.
A Dinamarca é um país seguro?
Muito. A Dinamarca está sempre entre os países mais seguros e pacíficos do mundo. O risco de crime violento é baixíssimo, e você pode andar tranquila mesmo à noite nas áreas centrais. Como em qualquer capital europeia, o único cuidado real é com pequenos furtos em pontos turísticos lotados e no transporte — mantenha olho na bolsa e nos bolsos.
Vale ter o número de emergência europeu anotado: 112. Fora isso, é um dos destinos mais tranquilos que você pode escolher.
Perguntas frequentes sobre a Dinamarca
A Dinamarca usa euro?
Não. A moeda oficial é a coroa dinamarquesa (DKK), apesar de o país fazer parte da União Europeia. Você paga quase tudo no cartão, então nem precisa se preocupar muito com dinheiro físico — mas não conte com o euro por lá.
Preciso de seguro viagem para entrar na Dinamarca?
Na prática, sim. O padrão Schengen exige cobertura médica mínima de 30 mil euros, e a imigração pode pedir o comprovante. Como a saúde por lá é carésima para turistas, é altamente recomendável contratar um seguro viagem antes de embarcar.
Dá para conhecer a Dinamarca só com Copenhague?
Dá, e muita gente faz isso. Com 3 a 4 dias você conhece bem a capital e ainda encaixa um bate-volta (o castelo de Kronborg ou até um pulo a Malmö, na Suécia). Mas se der tempo, sair da capital mostra um outro lado encantador do país.
Vou precisar do ETIAS para viajar?
O ETIAS é uma autorização eletrônica que brasileiros vão precisar solicitar online antes de viajar à Europa. Na data deste texto ele ainda não é obrigatório, mas entra em vigor em breve — então confirme no site oficial da União Europeia antes de comprar a passagem.
Falam inglês na Dinamarca?
Sim, e muito bem. Os dinamarqueses estão entre os melhores falantes de inglês do mundo entre não nativos. Você se vira tranquilamente em inglês em toda parte — restaurantes, lojas, transporte e atrações.
Qual a diferença de fuso horário com o Brasil?
A Dinamarca costuma estar 4 a 5 horas à frente de Brasília, dependendo do horário de verão europeu. Vale conferir perto da viagem, porque as datas de mudança de horário são diferentes das nossas.
Vale a pena visitar a Dinamarca no inverno?
Vale se o seu foco for a atmosfera de Natal e o hygge. Os mercados natalinos, as luzes e os cafés aconchegantes são mágicos. Só se prepare para o frio e para os dias muito curtos (escurece por volta das 16h).
É fácil combinar a Dinamarca com outros países?
Sim, é um ótimo ponto de partida para a Escandinávia. Você pode cruzar a ponte de Øresund até a Suécia, seguir para a Noruega dos fiordes ou descer para a Alemanha, tudo com voos curtos ou trens.
Pronta para planejar sua Dinamarca?
A Dinamarca é aquele destino que recompensa quem planeja com calma: encaixar os trens, escolher os bate-voltas certos, achar a época boa e não estourar o orçamento num dos países mais caros da Europa. É aí que a My, a inteligência artificial de viagens do My Way, entra para facilitar sua vida.
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