Poucos destinos misturam tanto contraste quanto os Emirados Árabes Unidos. Num mesmo dia você toma café num souk centenário, sobe no prédio mais alto do mundo e termina vendo o pôr do sol nas dunas do deserto, de chinelo, com uma xícara de chá árabe na mão. Dubai e Abu Dhabi viraram sinônimo de futuro, mas guardam uma cultura árabe viva que muita gente ignora até chegar. Vamos organizar tudo isso pra você chegar tranquila, gastando o que faz sentido e sem gafe nenhuma.
🔹 Resposta rápida
Brasileiro não precisa de visto para turismo nos Emirados Árabes Unidos: a entrada é isenta por até 90 dias, bastando passaporte com validade mínima de 6 meses (confirme sempre as regras atuais antes de embarcar). A melhor época vai de novembro a março, quando o calor fica agradável; o verão é escaldante. Dá pra fazer uma viagem econômica ou estourar o cartão em luxo — os dois extremos convivem. Um detalhe importante: chamadas de voz por WhatsApp e FaceTime costumam ser bloqueadas no país, então uma boa VPN faz muita diferença. E sim, é um dos lugares mais seguros do mundo pra viajar.
O que fazer nos Emirados Árabes Unidos?
Os Emirados são sete, mas a viagem clássica gira em torno de dois: Dubai, a vitrine glamourosa e vertical, e Abu Dhabi, a capital, mais espaçada, cultural e institucional. A menos de duas horas de carro uma da outra, elas se complementam perfeitamente.
Em Dubai você tem arranha-céus, praias de água quente, shoppings que são passeios inteiros, o maior parque de camarões de compras do planeta e o deserto logo ali. Em Abu Dhabi, museus de peso, a mesquita mais fotogênica do Oriente Médio e a ilha dos parques temáticos. Some a isso Sharjah, a irmã cultural e conservadora, e você tem material pra uma semana cheia sem repetir emoção.
A My ajuda muito nessa parte: você conta o que curte — praia, cultura, adrenalina, compras — e ela monta um roteiro dia a dia já pensando na logística entre as cidades, nos horários das atrações e no ritmo que você aguenta. Nada de planilha caótica.
Quais são os principais destinos em Dubai?
Dubai é grande e se espalha ao longo da costa. Vale entender os polos antes de sair correndo.
- Burj Khalifa e Downtown: o prédio mais alto do mundo (828 m) tem mirantes no 124º, 125º e 148º andares. Compre ingresso com antecedência e escolha o horário do pôr do sol — é disputadíssimo. Ali embaixo fica a Dubai Fountain, com shows de água e luz gratuitos à noite.
- Dubai Mall: mais que shopping, é atração. Aquário gigante, pista de patinação no gelo, cachoeira interna e centenas de lojas. Reserve umas boas horas.
- Dubai Marina e JBR: a Dubai vertical à beira d'água, com calçadão, praia pública, restaurantes e a roda-gigante Ain Dubai de cenário. Ótimo pra fim de tarde.
- Palm Jumeirah: a ilha artificial em formato de palmeira, com o hotel Atlantis, o parque aquático Aquaventure e vistas de cartão-postal. O monorail cruza a "palmeira" inteira.
- Safári no deserto: passeio quase obrigatório. Inclui dune bashing (aquele sobe-e-desce nas dunas de 4x4), sandboard, passeio de camelo e jantar com show sob as estrelas. Reserve com operadora confiável.
- Dubai antiga, Al Fahidi e os souks: aqui bate o coração histórico. O bairro Al Fahidi (Bastakiya) tem vielas de casas de barro e torres de vento. Pegue um abra (barco de madeira) por poucos dirhams para cruzar o Creek até os souks do ouro e das especiarias. É a Dubai que emociona.
- Museu do Futuro: aquele prédio oval com caligrafia árabe vazada que viralizou. Por dentro, exposições imersivas sobre tecnologia, espaço e sustentabilidade. Ingresso esgota rápido.
O que ver em Abu Dhabi e Sharjah?
Abu Dhabi tem outro tempo — mais respirável, mais institucional, e por isso mesmo encantadora.
- Grande Mesquita Sheikh Zayed: uma das mesquitas mais deslumbrantes do mundo, toda em mármore branco, com 82 cúpulas e o maior tapete tecido à mão do planeta. A entrada é gratuita, mas exige traje adequado (mais sobre isso adiante). Vá no fim de tarde: o branco fica dourado e depois azulado.
- Louvre Abu Dhabi: o braço do Louvre francês no Golfo, com arquitetura de Jean Nouvel e aquela "chuva de luz" que atravessa a cúpula perfurada. Acervo que passeia pela história da humanidade inteira.
- Ferrari World e Yas Island: a ilha dos parques. O Ferrari World tem a montanha-russa mais rápida do mundo; ao lado ficam o Warner Bros. World e o parque aquático Yas Waterworld. Paraíso de quem viaja com criançada ou ama adrenalina.
- Corniche: a orla de Abu Dhabi, com ciclovia, praia urbana e skyline. Perfeita pra caminhar ou alugar bike ao pôr do sol.
Já Sharjah, a apenas 30 minutos de Dubai, é a capital cultural dos Emirados. Tem museus excelentes (o de Civilização Islâmica é ótimo), o charmoso Souq Al Arsah e uma pegada mais tradicional. Atenção: Sharjah é seco — não se vende álcool no emirado, e as regras de vestimenta são mais rígidas.
Qual a melhor época para visitar os Emirados?
A janela de ouro vai de novembro a março. Nesses meses as temperaturas ficam entre agradáveis e quentinhas (uns 20 a 30 °C), com céu limpo, perfeitas pra praia, deserto e passeios a pé. É também a alta temporada, então preços de hotel sobem e as atrações lotam.
De junho a setembro é o verão escaldante: passa dos 45 °C com facilidade e uma umidade que gruda. Muita coisa vira "de shopping em shopping", com ar-condicionado no talo. A vantagem é o preço — hotéis de luxo caem bastante. Se você aguenta calor extremo e quer economia, pode valer.
Os meses de transição (abril, maio, outubro) são um meio-termo: ainda quentes, mas com menos gente e tarifas mais amigáveis. Fique de olho também no Ramadã (datas mudam a cada ano), quando o ritmo da cidade muda — falamos disso mais abaixo.
Quantos dias ficar? Roteiros sugeridos
Depende do fôlego e do orçamento, mas aqui vão referências que funcionam:
- 4 a 5 dias (só Dubai): Burj Khalifa + Downtown, Dubai Mall, Marina e JBR, um dia de Dubai antiga (Al Fahidi, abra e souks), safári no deserto e Palm Jumeirah. Dá pra sentir a cidade sem correria.
- 6 a 7 dias (Dubai + Abu Dhabi): o clássico. Some ao roteiro de Dubai um ou dois dias em Abu Dhabi (Grande Mesquita, Louvre, Yas Island). Uma bate-volta a Sharjah cabe bem aqui.
- 8 a 10 dias: para curtir com calma, incluir praia de verdade, um dia inteiro de parques, talvez um pulo a outro emirado como Ras Al Khaimah (montanhas e a tirolesa mais longa do mundo) ou até um bate-volta ao Omã.
Conte pra My quantos dias você tem e o que não pode faltar; ela distribui as atrações de um jeito que evita zigue-zague e respeita o calor do meio-dia.
Preciso de visto para os Emirados Árabes Unidos?
Boa notícia: brasileiro não precisa de visto para turismo. A entrada é isenta por até 90 dias (dentro de um período de 180 dias), bastando apresentar o passaporte com validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada. Na imigração pode ser pedido comprovante de hospedagem e passagem de saída.
Regras de imigração mudam, então confirme sempre no consulado dos Emirados ou em fonte oficial antes de embarcar. Se a viagem tiver escala em outro país, cheque também as exigências de trânsito.
E não esqueça do seguro viagem: nos Emirados um atendimento médico particular é caríssimo, e uma apólice decente resolve de dor de garganta a acidente no deserto. Dá pra comparar planos com desconto pelo Seguros Promo — é o tipo de coisa que você espera nunca usar, mas dorme melhor sabendo que tem.
Como funciona internet, chip e eSIM?
O jeito mais prático de chegar já conectada é o eSIM: você ativa antes de sair do Brasil e, ao pousar, o celular pega dados sozinho, sem procurar loja nem trocar chip. O Airalo tem planos específicos para os Emirados a preços honestos — ideal pra usar mapa, chamar Careem e postar os stories.
Se preferir chip físico local, as operadoras Etisalat (e&) e Du vendem SIMs de turista no aeroporto, mas envolve fila e documento. Pra maioria, o eSIM economiza tempo e dor de cabeça.
Por que a VPN é tão importante nos Emirados?
Esse é um ponto que pega MUITA gente de surpresa, então presta atenção. Nos Emirados, as chamadas de voz e vídeo por aplicativos VoIP — WhatsApp, FaceTime, Messenger — costumam ser bloqueadas. Você usa o WhatsApp normalmente pra mensagem, texto e foto, mas na hora de ligar por chamada, simplesmente não completa.
A solução que funciona é uma VPN. Com ela ativa, você consegue fazer aquelas chamadas de voz e vídeo para a família no Brasil sem frustração. O NordVPN é uma opção sólida e fácil de usar — deixe instalado e configurado antes de viajar, porque baixar já no país pode ser mais chato. Além das chamadas, a VPN protege sua conexão em Wi-Fi público de hotel e aeroporto. Para os Emirados, considere quase item de mala.
Dinheiro, cartão e como pagar
A moeda é o dirham dos Emirados (AED), atrelado ao dólar americano (a cotação é praticamente fixa, em torno de 3,67 AED por dólar). Isso facilita a conta de cabeça e evita surpresa cambial.
Os Emirados são altamente digitais: cartão é aceito em praticamente tudo, de shopping de luxo a táxi e até em muitos souks. O ideal é levar um cartão sem IOF, que economiza os quase 3,5% de imposto que os cartões comuns cobram em compras internacionais. Uma opção interessante é o cartão da Ether.fi Cash, que funciona sem IOF e é ótimo pra usar no exterior.
Vale carregar um pouco de dinheiro vivo para gorjetas, o barco abra e compras miúdas no souk, mas não precisa de maço grosso. Casas de câmbio ("exchange") nos shoppings costumam ter boas taxas se precisar sacar.
Lembrando: a My não faz câmbio, não vende nada e não é agência — ela te ajuda a planejar, comparar ideias e organizar o roteiro. Reservas e pagamentos você faz direto nos sites oficiais.
Aluguel de carro, PID e transporte
Dirigir nos Emirados é uma delícia: estradas impecáveis, sinalização clara e tudo largo. Para alugar, brasileiros geralmente podem usar a Permissão Internacional para Dirigir (PID) junto com a CNH válida — confirme a exigência com a locadora ao reservar.
Dois avisos importantes: os radares são implacáveis e as multas por excesso de velocidade são altíssimas, então respeite os limites à risca. E estacionar no centro pode custar e confundir.
A boa notícia é que muita gente viaja aos Emirados sem alugar carro. O Metrô de Dubai é limpo, moderno, barato e conecta boa parte das atrações (Downtown, Marina, Mall of the Emirates). Some a isso os táxis oficiais e o app Careem (o "Uber" da região, também há Uber), e você resolve praticamente tudo. Carro faz mais sentido se for explorar Abu Dhabi, o deserto por conta própria ou os emirados vizinhos.
Onde ficar nos Emirados por faixa de preço
Tem opção pra todo bolso, o que surpreende quem só imagina luxo:
- Econômico: sim, existem hostels e hotéis simples em Dubai, principalmente nas regiões de Deira, Bur Dubai e Al Rigga — mais próximas da Dubai antiga e bem servidas de metrô. Diárias camaradas e cultura de rua na porta.
- Intermediário: hotéis 3 e 4 estrelas em Business Bay, perto da Marina ou em Barsha, com boa localização e piscina. Ótimo custo-benefício fora da alta temporada.
- Alto padrão e luxo: aqui Dubai brilha. Do Atlantis na Palm aos resorts com praia privativa, passando pelo icônico Burj Al Arab. Em Abu Dhabi, o Emirates Palace é uma experiência à parte.
Dica: hospedagem perto de uma estação de metrô economiza tempo e dinheiro em Dubai. A My pode sugerir bairros conforme seu estilo e te dizer o que fica perto do quê.
Quanto custa uma viagem aos Emirados?
A verdade honesta: dá pra fazer econômico ou estourar o cartão, e os dois são possíveis na mesma cidade.
No modo econômico, com hostel, refeições em restaurantes indianos e libaneses (deliciosos e baratos), metrô e atrações gratuitas (praias, Dubai Fountain, mesquita, souks), a viagem cabe num orçamento controlado. No modo luxo, com resort na Palm, jantares em rooftops e passeios premium, o céu é o limite.
O maior gasto costuma ser a passagem aérea e a hospedagem. Comprar voo com antecedência e flexibilidade de data ajuda muito — dá pra comparar rotas e preços pelo Kiwi e achar boas conexões via Europa ou Oriente Médio. Comida de rua, água e transporte público são baratos; atrações turísticas e bebida alcoólica é que pesam.
Costumes, leis e o que respeitar
Os Emirados são um país muçulmano, e viajar com respeito à cultura local faz toda a diferença. Nada de alarmismo: turistas circulam tranquilos o tempo todo. Mas alguns pontos merecem atenção:
- Roupa: em locais públicos, shoppings e ruas, opte por roupas que cubram ombros e joelhos — nada de decote profundo ou shortinho no dia a dia. Na praia e na piscina do hotel, biquíni é liberado normalmente. Em mesquitas, mulheres precisam cobrir cabelo, braços e pernas (a Grande Mesquita empresta ou tem loja de abaya).
- Álcool: só é vendido em locais licenciados — hotéis, bares e restaurantes autorizados. Não se bebe em via pública e dirigir alcoolizado é levado a sério (tolerância zero). Em Sharjah, não há venda de álcool.
- Ramadã: durante o mês sagrado, evite comer, beber ou fumar em público durante o dia por respeito a quem jejua. Muitos restaurantes ajustam horários. À noite a cidade ganha vida com os banquetes de Iftar — uma experiência linda de viver.
- Gestos de afeto: demonstrações públicas muito calorosas (beijos, abraços longos) são mal-vistas. Mão dada tudo bem, o resto com discrição.
- Fotos: peça permissão antes de fotografar pessoas, especialmente mulheres locais, e evite fotografar prédios governamentais e militares.
São regras simples de bom senso. Quem respeita é sempre bem recebido — a hospitalidade árabe é genuína.
Os Emirados são seguros?
Muito. Os Emirados estão entre os países mais seguros do mundo para turistas, com índices de criminalidade baixíssimos e forte presença de segurança. É comum ouvir de viajantes que se sentiram tranquilas andando à noite, algo raro em muitos destinos. Furtos são incomuns, mas o cuidado básico com pertences vale em qualquer lugar do planeta. Para mulheres viajando sozinhas, costuma ser uma experiência muito confortável.
Dubai x Abu Dhabi: qual é a sua?
| Critério | Dubai | Abu Dhabi |
|---|---|---|
| Vibe | Vertical, glamourosa, agitada | Espaçosa, cultural, institucional |
| Ícones | Burj Khalifa, Dubai Mall, Marina | Grande Mesquita, Louvre, Yas Island |
| Ritmo | Acelerado, noite intensa | Mais calmo e familiar |
| Compras | Souks e megashoppings | Mais discreta |
| Parques temáticos | Aquaventure (Palm) | Ferrari World, Warner Bros. |
| Ideal para | Primeira viagem, agito, compras | Cultura, família, tranquilidade |
O que fazer conforme o seu perfil
| Perfil | Programas certeiros |
|---|---|
| Casal romântico | Jantar em rooftop, safári com show, praia na Palm |
| Família com crianças | Ferrari World, Aquaventure, aquário do Dubai Mall |
| Aventureiro | Dune bashing, sandboard, tirolesa em Ras Al Khaimah |
| Amante de cultura | Al Fahidi, souks, Louvre, Grande Mesquita |
| Fã de compras | Dubai Mall, Mall of the Emirates, Gold Souk |
| Econômico | Praias públicas, mesquita, Dubai Fountain, comida de rua |
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para os Emirados Árabes Unidos?
Não para turismo. A entrada é isenta de visto por até 90 dias, com passaporte válido por no mínimo 6 meses. Confirme as regras atuais no consulado antes de viajar, pois podem mudar.
O WhatsApp funciona nos Emirados? Preciso de VPN?
Mensagens, textos e fotos funcionam normalmente. O que costuma ser bloqueado são as chamadas de voz e vídeo por WhatsApp e FaceTime. Para ligar por chamada, use uma VPN como o NordVPN — instale antes de viajar.
Qual a melhor época para ir aos Emirados?
De novembro a março, quando o clima fica agradável. O verão (junho a setembro) é escaldante, com mais de 45 °C, embora os hotéis fiquem mais baratos nessa época.
Os Emirados são caros?
Podem ser, mas não precisam. Dá pra fazer uma viagem econômica com hostel, comida de rua, metrô e atrações gratuitas, ou estourar o cartão em resorts e jantares de luxo. Você controla o orçamento.
O que devo vestir nos Emirados?
Roupas moderadas em locais públicos (ombros e joelhos cobertos). Biquíni é liberado em praias e piscinas de hotel. Em mesquitas, mulheres cobrem cabelo, braços e pernas.
Preciso alugar carro?
Não obrigatoriamente. O Metrô de Dubai, os táxis e o app Careem resolvem a maior parte dos passeios. Carro faz sentido para explorar Abu Dhabi, o deserto ou os emirados vizinhos. Brasileiros costumam poder dirigir com PID + CNH.
Posso beber álcool nos Emirados?
Sim, em locais licenciados como hotéis, bares e restaurantes autorizados. Não se bebe em via pública, e Sharjah não vende álcool. Dirigir alcoolizado tem tolerância zero.
Qual moeda levar e como pagar?
A moeda é o dirham (AED), atrelado ao dólar. Cartão é aceito em quase tudo — leve um sem IOF para economizar. Um pouco de dinheiro vivo ajuda em gorjetas e no souk.
Quantos dias são ideais?
De 4 a 5 dias só para Dubai, ou 6 a 7 dias para combinar Dubai e Abu Dhabi com folga. Com 8 a 10 dias dá para incluir praia, parques e até um bate-volta ao Omã.
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