Imagina mais de 7 mil ilhas, água num tom de azul que parece filtro (mas não é), falésias de calcário saindo do mar, praia deserta pra você e mais ninguém, comida barata e gente que fala inglês. Isso é as Filipinas. É o tipo de destino que ainda passa meio despercebido pra gente brasileira, um pouco pela distância e um pouco porque a Tailândia e a Indonésia roubam a cena. Mas quem vai, volta apaixonada. Bora planejar isso direito?
🔹 Resposta rápida As Filipinas são um arquipélago de mais de 7 mil ilhas no Sudeste Asiático, perfeito pra praia, mergulho e island hopping. Brasileiro não precisa de visto pra turismo de até 30 dias (prorrogável no país) — só passaporte válido por 6+ meses. A melhor época é a seca, de novembro a maio; junho a outubro é temporada de tufões. Os destinos-chave são Palawan (El Nido, Coron), Cebu, Bohol e Siargao. Voos internos e balsas conectam as ilhas, o inglês é amplamente falado e tudo é bem barato. Planeje de 10 a 15 dias pra valer a pena a viagem longa.
O que dá pra fazer nas Filipinas?
Muita, muita água. As Filipinas são, antes de tudo, um paraíso aquático. O que você vai fazer por lá:
- Island hopping: passeios de barco de ilha em ilha, parando em lagoas, praias escondidas e pontos de snorkel. É a atividade número um.
- Mergulho e snorkel: alguns dos melhores recifes do planeta, além de naufrágios da Segunda Guerra em Coron.
- Nadar com tubarões-baleia e ver sardinha em cardume gigante perto de Cebu.
- Surfe em Siargao, a capital do surfe filipino.
- Chocolate Hills e tarsiers (os menores primatas do mundo) em Bohol.
- Praia pura e balada em Boracay.
- Trilha, cachoeira e cânion (o canyoneering de Kawasan é lendário).
Não é um destino de cidade grande e museu — é natureza, praia e mar. Se você busca isso, chegou no lugar certo.
Quais são os principais destinos das Filipinas?
O país é enorme e espalhado. Ninguém conhece tudo numa viagem só, e tá tudo bem. Vamos aos grandes nomes:
Palawan — El Nido, Coron e Puerto Princesa
Palawan é a queridinha, eleita várias vezes a ilha mais bonita do mundo. Três bases principais:
- El Nido: falésias de calcário, lagoas escondidas, praias de cinema. O island hopping aqui (Tours A, B, C e D) é o motivo de muita gente viajar até as Filipinas.
- Coron: o paraíso do mergulho em naufrágios, além de lagos de água cristalina como o Kayangan Lake, um dos cartões-postais do país.
- Puerto Princesa: a capital de Palawan, porta de entrada com aeroporto, famosa pelo Rio Subterrâneo (Patrimônio da Humanidade).
Cebu e os tubarões-baleia de Oslob e Moalboal
Cebu é uma ilha central movimentada com aeroporto grande. Daqui você acessa:
- Oslob: nadar com tubarões-baleia (é um passeio famoso, mas leia sobre o debate ético da alimentação dos animais antes de decidir).
- Moalboal: o incrível "sardine run", um cardume gigante de sardinhas que você vê fazendo snorkel a partir da praia, além de tartarugas.
- Kawasan Falls: cachoeira turquesa e o canyoneering (descida por cânion pulando de penhascos).
Bohol — Chocolate Hills e tarsiers
Bohol é um respiro do mar. As Chocolate Hills são mais de mil morrinhos que ficam marrons na estação seca (daí o nome). E aqui você conhece os tarsiers, primatas minúsculos de olhos enormes, num santuário. O Rio Loboc e as praias de Panglao completam o passeio.
Siargao — a capital do surfe
Siargao virou o destino da vez. É a meca do surfe (a onda Cloud 9 é famosa mundialmente), mas mesmo quem não surfa se apaixona pelo clima de ilha descontraída, as lagoas (Sugba Lagoon), as piscinas naturais de Magpupungko e as ilhotas de coco.
Boracay — praia branca e agito
Boracay é a ilha do agito e da White Beach, considerada uma das praias mais lindas do mundo. Areia branca fininha, pôr do sol, bares e restaurantes. É mais turística e estruturada — ótima pra quem quer conforto e vida noturna.
Manila — a chegada
Manila, a capital, costuma ser só ponto de conexão. É uma metrópole caótica, mas vale um dia pra ver a Intramuros (cidade murada colonial espanhola) antes de fugir pras ilhas.
Como funciona o arquipélago de 7 mil ilhas e a logística?
Essa é a parte que assusta e ao mesmo tempo é o charme. Com tantas ilhas espalhadas, você vai se mover por:
- Voos internos: são essenciais. As companhias Cebu Pacific, Philippine Airlines e AirAsia conectam as ilhas com voos baratos e curtos. Manila e Cebu são os grandes hubs.
- Balsas (ferries) e bangkas (os barquinhos tradicionais de madeira com balancins): ligam ilhas próximas. A balsa de Cebu pra Bohol, por exemplo, é rápida e comum.
- Island hopping: passeios de dia inteiro de barco entre ilhotas.
A dica de ouro: não tente ver tudo. Escolha uma ou duas regiões (ex.: Palawan + Cebu/Bohol, ou Siargao + Cebu) e aproveite bem. Cada deslocamento entre regiões custa tempo — um voo interno, transfer de aeroporto, às vezes uma balsa. Menos é mais aqui.
Qual a melhor época pra ir às Filipinas?
O clima define muita coisa. Resumo:
- Estação seca (novembro a maio): a melhor época. Céu limpo, mar calmo, ideal pra praia e barco. Dezembro a fevereiro é mais fresquinho e agradável; março a maio é o auge do calor.
- Estação de chuvas e tufões (junho a outubro): chove mais e é temporada de tufões (os "typhoons"), que podem cancelar voos e balsas. Não é impossível viajar, mas há risco de imprevisto e algumas regiões são mais afetadas que outras.
Sweet spot pra maioria: novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março. Preços sobem no fim de ano e na Semana Santa (feriado forte por lá).
| Época | Clima | Bom pra |
|---|---|---|
| Nov–Fev | Seco, mais fresco | Praia, barco, tudo (alta temporada) |
| Mar–Mai | Seco e muito quente | Praia; evitar calor extremo |
| Jun–Out | Chuvas e tufões | Preços baixos, mas risco de cancelamento |
Quantos dias ficar? Roteiros sugeridos
Filipinas fica longe do Brasil (voos longos com 1 ou 2 conexões, normalmente via Oriente Médio ou Ásia). Não vale a pena ir por menos de 10 dias. Ideias:
- 10 dias — Palawan clássico: El Nido (4 noites) + Coron (3 noites) + Puerto Princesa/Manila nas pontas. Foco total em ilhas e lagoas.
- 12–14 dias — Combo Visayas: Cebu + Bohol + Siquijor ou Moalboal. Mergulho, tubarões-baleia, sardinha e Chocolate Hills.
- 15+ dias — Grand tour: Palawan (El Nido/Coron) + Cebu/Bohol + Siargao. O melhor de tudo, com voos internos ligando as regiões.
Uma boa forma de montar isso sem enlouquecer com mapas e balsas é conversar com a My, a assistente de viagem com IA do My Way. Você diz quantos dias tem e o que curte (mergulho? surfe? sossego?), e ela sugere um roteiro dia a dia entre as ilhas, ajustando conforme voos e distâncias. É teste seu roteiro, refaz, pergunta de novo — sem custo de agência.
Brasileiro precisa de visto pra ir às Filipinas?
Boa notícia: não, para turismo. Cidadãos brasileiros têm isenção de visto para estadas de até 30 dias, e essa estada costuma ser prorrogável já dentro do país, junto ao Bureau of Immigration filipino. Requisitos gerais:
- Passaporte válido por pelo menos 6 meses além da data de saída.
- Passagem de volta ou de saída do país (onward/return ticket).
- Comprovante de hospedagem/meios de subsistência pode ser solicitado.
Regras de imigração mudam. Confirme sempre as condições atualizadas no site oficial do Bureau of Immigration das Filipinas e na embaixada antes de viajar. A regra dos 30 dias e a prorrogação são as vigentes historicamente, mas a fonte oficial é a palavra final.
Preciso de chip ou eSIM nas Filipinas?
Recomendo demais. Ter internet no celular resolve mapa, Grab, tradução e island hopping. A opção mais prática pra não depender de comprar chip local no aeroporto é o eSIM: você compra antes de viajar e ativa ao pousar.
Eu costumo usar a Airalo, que tem plano de dados pras Filipinas fácil de configurar. Baixa o app, escolhe o pacote de GB e pronto. Só confirme que seu celular é compatível com eSIM (a maioria dos modelos recentes é). O sinal nas ilhas mais remotas pode ser fraco, então não conte 100% com internet no meio do mar.
Dinheiro e cartão: como pagar nas Filipinas?
A moeda é o peso filipino (PHP). Regra de bolso:
- Nas cidades e ilhas turísticas maiores (Cebu, Boracay, El Nido central), cartão funciona em muitos lugares e há caixas eletrônicos.
- Nas ilhas pequenas, vilas e no island hopping, é dinheiro na mão. Muitos lugares não aceitam cartão e não têm caixa. Saque peso antes de sair pra regiões remotas.
Pra economizar no câmbio e fugir do IOF do cartão brasileiro, muita gente usa um cartão internacional sem IOF. Eu recomendo dar uma olhada nessa opção de cartão sem IOF pra pagar no exterior com câmbio melhor. Importante ser honesta com você: a My não faz câmbio, não vende cartão e não reserva nada — ela te ajuda a planejar o roteiro; a parte financeira é você quem organiza.
Como se locomover nas Filipinas?
Dentro das ilhas, seu leque:
- Tricycle: a moto com carroceria lateral, o transporte urbano por excelência. Barato, combine o preço antes.
- Grab: o "Uber asiático", disponível em Manila e Cebu principalmente. Prático e com preço fechado no app.
- Jeepney: os ônibus coloridos, super típicos — baratos, mas confusos pra turista.
- Van/bus: pra trajetos maiores dentro de uma ilha.
- Bangka e balsa: pra ir de ilha em ilha.
E o island hopping é o coração de tudo: você contrata um passeio de barco (individual ou compartilhado) que te leva pelas ilhotas do dia.
Vale alugar carro ou scooter? Preciso da PID?
Depende de onde. Nas cidades grandes, o trânsito é caótico e Grab resolve melhor. Nas ilhas menores e mais tranquilas — Siargao, Bohol, Panglao — alugar scooter é super comum e a melhor forma de explorar no seu ritmo.
Pra dirigir legalmente, leve a PID (Permissão Internacional para Dirigir) junto com a sua CNH brasileira. A PID você tira no Detran antes de viajar.
Um recado de amiga: cautela com scooter. As estradas nem sempre são boas, muita gente dirige sem experiência e acidentes de moto com turistas são frequentes no Sudeste Asiático. Use capacete sempre, vá devagar e — importante — confira se o seu seguro viagem cobre condução de moto, porque muitos não cobrem. Falando nisso, nunca viaje sem um bom seguro viagem; atendimento médico e resgate em ilha remota podem custar caro.
Onde ficar nas Filipinas por faixa de preço?
De hostel pé na areia a resort de luxo, tem de tudo — e barato pro padrão brasileiro:
| Faixa | Diária aprox. (casal) | O que esperar |
|---|---|---|
| Econômico | R$ 60–150 | Hostels, guesthouses, quarto simples com ventilador ou ar |
| Médio | R$ 200–450 | Hotéis e resorts confortáveis, ar, piscina, bom café |
| Alto/luxo | R$ 700+ | Resorts de praia, bangalôs, all-inclusive em ilhas privativas |
Nas ilhas mais remotas (como partes de Palawan), a estrutura é mais simples e a energia/água pode ser limitada — faz parte do charme rústico.
Quanto custa viajar pelas Filipinas?
É um destino barato. Fora a passagem aérea (que é o gasto pesado pela distância), o dia a dia é em conta:
- Refeição local: R$ 15–40.
- Cerveja: R$ 5–12.
- Passeio de island hopping: R$ 60–150 por pessoa.
- Voo interno: R$ 150–400 dependendo do trecho e antecedência.
- Scooter por dia: R$ 30–60.
A passagem internacional é o grande investimento. Vale pesquisar com calma e comparar datas — uma boa ferramenta é essa busca de passagens aéreas pra achar combinações de conexão mais baratas. Comprar com antecedência e ter flexibilidade de data ajuda muito.
Saúde, tufões e o que se cuidar?
Nada que impeça a viagem, mas vale se preparar:
- Vacinas: consulte um médico ou clínica de viagem com antecedência. Costumam recomendar hepatite A e B, febre tifoide, tétano em dia; para certas regiões rurais avaliam antimalária/raiva. A febre amarela não é exigida se você vem direto do Brasil sem passar por país de risco, mas leve o certificado internacional por precaução.
- Dengue: existe risco. Use repelente, principalmente no fim da tarde.
- Sol: o sol equatorial é forte. Protetor, chapéu e hidratação sempre — e protetor solar biodegradável ("reef-safe") pra não agredir os corais.
- Água: beba água engarrafada.
- Tufões: na temporada (jun–out), acompanhe a previsão. Se um tufão for anunciado, voos e balsas param — tenha margem no roteiro e nunca deixe conexão internacional colada com voo interno.
Um seguro viagem robusto aqui não é luxo, é necessidade — hospital particular e evacuação de ilha custam caro sem cobertura.
As Filipinas são seguras? E o inglês?
Duas ótimas notícias pra fechar.
O inglês é amplamente falado. As Filipinas são um dos países que mais falam inglês na Ásia — placas, cardápios, atendimento, tudo funciona em inglês. Isso torna a viagem MUITO mais tranquila pra quem não domina o idioma local. Se o seu inglês é básico, dá pra se virar de boa.
É seguro, com os cuidados de sempre. Nas regiões turísticas (Palawan, Cebu, Bohol, Siargao, Boracay) o clima é acolhedor e tranquilo. Tome as precauções normais de viagem: cuidado com pertences, evite ostentar, atenção em áreas movimentadas. Importante: algumas regiões do extremo sul (partes de Mindanao e do arquipélago de Sulu) têm alertas de segurança por questões pontuais — não estão na rota turística comum, mas confira os avisos oficiais do Itamaraty e do governo local antes de fechar qualquer trajeto por lá.
Se você usa redes de Wi-Fi público em aeroportos e cafés durante a viagem, uma VPN confiável ajuda a proteger seus dados e ainda libera acesso a serviços que você usa no Brasil.
Perguntas frequentes sobre as Filipinas
Brasileiro precisa de visto pra ir às Filipinas?
Não, pra turismo. Brasileiros têm isenção de visto para estadas de até 30 dias, geralmente prorrogável no país. É preciso passaporte válido por 6+ meses e, em geral, passagem de saída. Confirme sempre no Bureau of Immigration oficial antes de viajar.
Qual a melhor época pra visitar as Filipinas?
A estação seca, de novembro a maio. Dezembro a fevereiro é mais ameno; março a maio é mais quente. Evite, se puder, junho a outubro, que é temporada de chuvas e tufões.
Quantos dias são ideais pra conhecer as Filipinas?
No mínimo 10 dias, pela distância do Brasil. O ideal são 12 a 15 dias pra combinar duas regiões (ex.: Palawan + Cebu/Bohol) sem correria.
Como funciona o island hopping?
Você contrata um passeio de barco (bangka) de dia inteiro que percorre várias ilhotas, lagoas e pontos de snorkel, com almoço incluso na maioria. Em El Nido, por exemplo, há tours prontos (A, B, C, D). Dá pra fazer compartilhado (mais barato) ou privativo.
Preciso de vacina pra entrar nas Filipinas?
Não há exigência obrigatória se você vem direto do Brasil. Mas hepatite A, tétano e outras são recomendadas — consulte uma clínica de viagem. Leve o certificado de febre amarela por precaução.
As Filipinas são caras?
Não. É um destino barato no dia a dia (comida, hospedagem, passeios). O maior custo é a passagem aérea internacional, pela distância.
Falam inglês nas Filipinas?
Sim, e muito. O inglês é amplamente falado no país todo, o que facilita enormemente a vida do turista brasileiro.
Dá pra usar cartão ou preciso de dinheiro?
Nas cidades e ilhas maiores, cartão funciona. Mas nas ilhas pequenas e no island hopping é dinheiro (peso filipino) na mão — saque antes de sair das áreas com caixa eletrônico.
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