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O que fazer em Galápagos: guia completo 2026

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Equipe My Way
4 de agosto de 2026 · 12 min de leitura

Se você está pesquisando o que fazer em Galápagos, respira fundo: você acabou de escolher um dos lugares mais absurdos do planeta. Esse é o arquipélago de Darwin — as ilhas que fizeram o cara repensar a vida inteira na Terra. E o mais louco? Os bichos daqui não têm medo de gente. Leão-marinho dormindo do seu lado no banco da praça, iguana atravessando a rua sem pressa, atobá dançando na sua frente. É um zoológico ao contrário, onde você é a atração observada.

Galápagos fica a quase 1.000 km da costa do Equador, no meio do Pacífico. Chega lá de avião, saindo de Quito ou Guayaquil. É caro, sim — vou ser honesta com você sobre isso o post inteiro. Mas é o tipo de viagem que você lembra pra sempre. Bora organizar.

🔹 Resposta rápida

  • Taxas obrigatórias (as duas): o Cartão de Controle de Trânsito (TCT / INGALA), comprado no aeroporto de Quito ou Guayaquil antes do embarque, e a taxa de entrada do Parque Nacional, paga na chegada em Baltra ou San Cristóbal. A taxa do Parque aumentou em agosto de 2024 (dobrou, ficando em torno de US$200 para adultos estrangeiros). Confirme os valores atuais no canal oficial — isso é essencial.
  • Cruzeiro x island hopping (por terra): cruzeiro chega em ilhas remotas e mais bichos, tudo incluído, porém mais caro; island hopping (dormir em hotel e fazer bate-volta de barco) é mais barato e flexível.
  • Quanto tempo: de 5 a 8 dias é o ideal.

🔗 Alguns links que ajudam a montar a viagem: seguro viagem, cartão sem IOF pra pagar em dólar/Pix, eSIM pra ter internet chegando e passagens no Kiwi. São indicações de afiliado — se usar, você me ajuda a manter o blog. 💛

O que você precisa pra entrar (TCT + taxa do Parque Nacional)

Essa é a parte que ninguém pode esquecer, porque sem ela você simplesmente não entra. São duas taxas obrigatórias e separadas:

1. Cartão de Controle de Trânsito (TCT — INGALA / Consejo de Gobierno de Galápagos). É o cartão de registro do seu trânsito nas ilhas. Você compra no balcão do Consejo de Gobierno no aeroporto de Quito ou de Guayaquil, ANTES de fazer o check-in do voo. Gira em torno de US$20. Guarde bem esse cartão — você precisa dele pra sair também.

2. Taxa de entrada do Parque Nacional de Galápagos. Paga na chegada, no aeroporto de Baltra ou de San Cristóbal, geralmente em dinheiro (dólar em espécie). Depois de 35 anos com o mesmo valor, a taxa aumentou em agosto de 2024 e praticamente dobrou — hoje fica na casa dos US$200 para adultos estrangeiros (crianças pagam menos). O dinheiro vai para conservação do arquipélago.

Leve dólares em espécie pra taxa do Parque (nem sempre tem maquininha), e não confie em valor de blog: confirme TCT e taxa do Parque no site oficial antes de viajar, porque muda. Além disso, tenha passaporte válido e passagem de saída.

O que fazer em Galápagos

A resposta curta pra "o que fazer em Galápagos" é: encontrar bicho. Mas dá pra organizar isso direitinho.

A fauna que só existe aqui

  • Tartarugas gigantes — as galápagos que dão nome ao arquipélago. Você vê nas terras altas de Santa Cruz (em reservas e no rancho El Chato) e na Estação Charles Darwin.
  • Iguanas-marinhas — os únicos lagartos do mundo que mergulham no mar pra comer alga. Ficam empilhadas nas rochas escuras, tomando sol. Parecem dragõezinhos.
  • Leões-marinhos — estão em todo lugar: praia, calçada, banco, barco. Dormem do seu lado sem cerimônia.
  • Atobás-de-pés-azuis — os famosos "blue footed boobies", com aquela dança de acasalamento e os pés azul-turquesa. San Cristóbal e Española são ótimas para vê-los.

Snorkel é praticamente obrigatório. A água é rica e você nada junto de tartarugas-marinhas, leões-marinhos brincalhões, raias, pinguins de Galápagos (sim, pinguim na linha do Equador!) e cardumes coloridos. Muitos passeios de bate-volta incluem snorkel.

Leão-marinho descansando numa praia de Galápagos

As três ilhas principais para island hopping:

  • Santa Cruz (Puerto Ayora) — a mais estruturada, base da maioria. Tem a Estação Charles Darwin, Tortuga Bay (praia linda), Las Grietas e as terras altas com tartarugas.
  • Isabela (Puerto Villamil) — a maior e mais selvagem, com vibe de vilarejo tranquilo. Vulcão Sierra Negra pra trekking, Los Túneles (formações de lava para snorkel), flamingos e pinguins.
  • San Cristóbal (Puerto Baquerizo Moreno) — leões-marinhos por toda parte, La Lobería, Cerro Brujo e o Kicker Rock (León Dormido) para mergulho.

Estação Charles Darwin, em Santa Cruz, vale a visita para entender o trabalho de conservação e o programa de reprodução das tartarugas — é onde a ciência e o turismo se encontram.

Cruzeiro x island hopping (por terra): qual escolher

Essa é A grande decisão de Galápagos.

Cruzeiro (live-aboard): você dorme no barco e navega à noite, acordando perto de ilhas remotas que só se alcança por mar — Genovesa, Fernandina, Española, Bartolomé. Vê mais fauna e paisagens intocadas, com naturalista a bordo e tudo incluído (refeições, passeios, guia). Em troca: é bem mais caro, tem roteiro fixo e pode enjoar quem sofre com balanço.

Island hopping (por terra): você se hospeda em hotel nas ilhas povoadas (Santa Cruz, Isabela, San Cristóbal) e faz bate-voltas diários de barco para pontos de mergulho e ilhotas. É mais barato, mais flexível e você conhece a vida local. Em troca: perde as ilhas mais remotas e gasta algumas horas em travessias de lancha (que podem ser agitadas).

Resumindo: quer o máximo de natureza e conforto sem se preocupar com logística e tem orçamento? Cruzeiro. Quer economizar, ter liberdade e curtir os vilarejos? Island hopping. Dá pra combinar os dois também.

Snorkel em água turquesa cristalina em Galápagos

Roteiro de 5 a 7 dias

Um roteiro de island hopping que funciona bem:

Dia 1 — Chegada em Santa Cruz. Voo até Baltra, travessia do canal de Itabaca e transfer pra Puerto Ayora. Estação Charles Darwin no fim da tarde. Dia 2 — Santa Cruz. Tortuga Bay de manhã, terras altas com tartarugas gigantes e Los Gemelos à tarde. Dia 3 — Bate-volta. Passeio a Pinzón, Bartolomé ou Norte Seymour para snorkel e fauna. Dia 4 — Travessia pra Isabela. Lancha de manhã (2h). À tarde, Concha de Perla e o centro de criação de tartarugas. Dia 5 — Isabela. Vulcão Sierra Negra (trekking) ou Los Túneles para snorkel entre formações de lava. Dia 6 — Volta a Santa Cruz ou pulo pra San Cristóbal. Leões-marinhos em La Lobería, Cerro Tijeretas. Dia 7 — Kicker Rock (León Dormido) de manhã e voo de volta ao continente.

Com 5 dias, foca em Santa Cruz + uma ilha. Com 7 a 8, dá pra fazer as três com calma.

Onde ficar — melhores hotéis por faixa

Nomes reais pra você pesquisar (sempre confira avaliações e disponibilidade atuais):

Santa Cruz / Puerto Ayora

  • Econômico: Maytenus Galapagos, Suites Hermosas, Galapagos Morning Glory, El Arco de Darwin.
  • Conforto: Hotel Cucuve, Bay View House, Hotel Las Ninfas, Galapagos Suites B&B, Semilla Verde Boutique Hotel (nas terras altas).
  • Luxo: Finch Bay Galapagos Hotel, Angermeyer Waterfront Inn, Royal Palm Galapagos (Hilton), Pikaia Lodge, Galapagos Safari Camp.

Isabela / Puerto Villamil

  • Econômico: Posada del Caminante, El Rincón de George, Hostal Punta Arena.
  • Conforto: La Casa de Marita, Hotel Albemarle, The Isabela Beach House, Chez Manany Galapagos Ecolodge.
  • Luxo: Iguana Crossing Boutique Hotel, Scalesia Lodge (glamping), Casa Baronesa Waterfront Villa.

Onde comer

Em Puerto Ayora (Santa Cruz), a Calle de los Kioscos (Charles Binford) é o programa da noite: mesas na rua e frutos do mar fresquíssimos — peça uma lagosta na temporada ou o encebollado (sopa de peixe equatoriana). Em Isabela, o clima é mais tranquilo, com restaurantes pé na areia servindo peixe grelhado e ceviche. Prove o ceviche de camarão e o café equatoriano. Prato local que sustenta o dia de passeio: bolón de verde com ovo no café da manhã.

Como chegar

Só se chega de avião, saindo do continente. Voos partem de Quito (UIO) ou Guayaquil (GYE) — quase todos os voos de Quito fazem escala em Guayaquil. Você pousa em um de dois aeroportos:

  • Baltra (GPS) — porta de entrada de Santa Cruz (a mais comum).
  • San Cristóbal (SCY) — se for começar por essa ilha.

Companhias como Avianca, LATAM e a equatoriana pousam por lá. Compare datas e preços — que oscilam bastante — no Kiwi pra achar a melhor combinação de ida do Brasil até Quito/Guayaquil e depois pra Galápagos. Lembra: o TCT você compra no aeroporto continental antes do check-in.

Paisagem vulcânica e vida selvagem numa ilha de Galápagos

Como se locomover

Entre as ilhas, o transporte é barco (lancha rápida). As travessias públicas ligam Santa Cruz a Isabela e a San Cristóbal, levando cerca de 2 a 2h30 cada. Saem em horários fixos (geralmente de manhã e no fim da tarde) e podem balançar — se você enjoa, leve remédio. Reserve os assentos com antecedência na alta temporada. Dentro das ilhas, taxi (picape branca) e caminhada resolvem quase tudo; passeios a ilhotas são sempre com barco fretado e guia autorizado.

Quando ir

Galápagos é ótima o ano todo, com duas caras:

  • Dezembro a maio (temporada quente/chuvosa): mar mais quente e calmo, ótimo pra snorkel e mergulho, chuvas rápidas e paisagem mais verde. Água na faixa de 22–25°C.
  • Junho a novembro (temporada seca/fria): corrente de Humboldt traz água mais fria (nutrientes = muita vida marinha), mar mais agitado, céu nublado. É quando aparecem albatrozes e a atividade animal explode.

Junho a setembro e dezembro são os mais concorridos. Qualquer época pede protetor solar reef-safe, você está bem na linha do Equador.

Quantos dias / Quanto custa

Quantos dias: de 5 a 8 dias é o ponto ideal. Menos que 4 não compensa a logística e o custo de chegar.

Quanto custa: vou ser direta — Galápagos é caro, é uma das viagens mais caras da América do Sul. Some tudo:

  • Voo continente → Galápagos (ida e volta).
  • TCT (~US$20) + taxa do Parque Nacional (~US$200 por adulto) — confirme os valores atuais no oficial.
  • Hospedagem, comida e passeios de bate-volta (no island hopping) ou o pacote do cruzeiro (que já inclui quase tudo, mas por um preço bem maior).

Island hopping é o caminho de quem quer economizar; cruzeiro, de quem quer o pacote completo. Não cravo preços aqui porque variam muito com temporada, barco e antecedência.

Cruzeiro x island hopping — comparativo

CritérioCruzeiroIsland hopping (por terra)
CustoAlto (tudo incluído)Mais acessível
Fauna / ilhas remotasMáximo (Genovesa, Española, Fernandina)Limitado às ilhas povoadas + bate-voltas
Conforto / logísticaTudo resolvido, guia a bordoVocê organiza hotéis e passeios
FlexibilidadeRoteiro fixoLivre pra montar os dias
EnjooNavega à noite (balanço)Só nas travessias de lancha
Vida localPoucaConhece os vilarejos
Ideal praQuem quer o máximo de naturezaQuem quer economizar e ter liberdade

Antes de ir

Três coisas que salvam a viagem:

  • Seguro viagem — obrigatório na prática por causa dos passeios de barco, mergulho e a distância de hospitais grandes. Cote o seu aqui.
  • Cartão sem IOF pra pagar em dólar e no Pix sem levar tanto dinheiro vivo (lembrando que a taxa do Parque costuma ser em espécie). Veja essa opção.
  • eSIM pra já chegar com internet e resolver transfer, hotel e travessia. Ativo antes de embarcar.

E veja o guia completo do Equador pra encaixar Galápagos no resto da viagem.

Perguntas frequentes

Quanto custa a taxa de entrada de Galápagos? São duas: o TCT (~US$20, comprado no aeroporto continental antes do voo) e a taxa do Parque Nacional (~US$200 por adulto estrangeiro, paga na chegada). A do Parque aumentou em agosto de 2024. Confirme os valores atuais no site oficial.

Precisa de visto pra ir a Galápagos? Brasileiro não precisa de visto pra entrar no Equador (Galápagos faz parte do Equador) como turista por estadias curtas. Basta passaporte válido, passagem de saída e as taxas de Galápagos. Confirme as regras de entrada vigentes antes de viajar.

Qual a melhor época pra ir? Depende do que você quer: dezembro a maio pra mar mais quente e calmo (snorkel), junho a novembro pra mar mais frio, muita vida marinha e albatrozes. As duas são boas.

Cruzeiro ou island hopping? Cruzeiro pra ver mais fauna e ilhas remotas com tudo incluído (mais caro). Island hopping pra economizar, ter flexibilidade e conhecer os vilarejos.

Quantos dias preciso? De 5 a 8 dias. Com 5, foca em Santa Cruz + uma ilha; com 7 a 8, dá pra fazer as três com calma.

Posso chegar perto dos animais? Você vai chegar perto porque os bichos não têm medo, mas a regra do Parque é manter cerca de 2 metros de distância e nunca tocar nem alimentar. Sempre com guia autorizado nas áreas protegidas.

Precisa saber nadar pra fazer snorkel? Ajuda muito, mas os passeios fornecem colete salva-vidas e os guias ficam de olho. Se não tem experiência, avise o guia.

Galápagos organizada com a My

Galápagos tem muita peça móvel: voo, travessia entre ilhas, taxas em dinheiro, passeios em horários certos e um orçamento que precisa de olho. É exatamente onde a My te ajuda.

Comigo você monta o roteiro dia a dia (Santa Cruz, Isabela, San Cristóbal), vê o clima de cada dia, acompanha tudo no mapa com rota, tem a estimativa de custos por número de pessoas pra não tomar susto, registra gastos em qualquer moeda com conversão automática (útil demais com dólar) e ainda faz a divisão de gastos com quem viaja junto. Tem agenda com lembretes pra não perder a lancha nem o horário do passeio, e a lista de mala e documentos pra não esquecer o passaporte, o protetor reef-safe nem os dólares em espécie das taxas. Funciona como PWA, direto no navegador.

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Quer continuar montando sua viagem pelo Equador? Veja o guia completo do Equador, Quito, Baños, Cuenca e Otavalo.

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