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O que fazer na Ilha de Páscoa (Rapa Nui): guia completo 2026

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Equipe My Way
20 de julho de 2026 · 12 min de leitura

A Ilha de Páscoa é aquele lugar que parece que existe só em foto — e aí você chega e os moais estão ali, gigantes, de costas pro mar, te olhando de cima. Território chileno perdido no meio do Oceano Pacífico, ela é chamada de Rapa Nui pelo povo que vive lá, e é um dos lugares mais remotos habitados do planeta. Nada de arranha-céu, nada de multidão: só vento, oceano, cavalos soltos e quase mil estátuas de pedra que ninguém sabe explicar por completo. É viagem daquelas que ficam pra sempre.

Só que chegar lá exige um pouquinho de preparo. Tem formulário obrigatório, ingresso de parque e algumas regras que mudaram nos últimos anos. Relaxa que a gente organiza tudo aqui embaixo, passo a passo. 🗿

🔹 Resposta rápida

Chega-se à Ilha de Páscoa só de avião, num voo direto de Santiago do Chile que leva cerca de 5h30. Pra entrar você precisa de três coisas: preencher o FUI (formulário de entrada) online antes de embarcar, ter comprovante de hospedagem num alojamento registrado e passagem de volta em até 30 dias, mais o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui pra visitar os sítios dos moais. O ideal são 3 a 4 dias na ilha. É caro e remoto, então vá com calma no orçamento — e confirme sempre no site oficial, porque as regras mudam.

🔗 Alguns links que ajudam a fechar a viagem: seguro viagem (obrigatório entrar no Chile tranquila), cartão sem IOF pra pagar em pesos, eSIM pra ter internet assim que pousar e comparar voos no Kiwi. São links de parceiros — se usar, você ajuda o blog sem pagar nada a mais. 💛

O que fazer na Ilha de Páscoa

A ilha é pequena (dá pra cruzar de carro em menos de uma hora), mas cada canto tem um moai, uma cratera ou uma história. Os principais:

Ahu Tongariki — o cartão-postal. São 15 moais restaurados lado a lado, a maior plataforma cerimonial da ilha. Vá ao amanhecer: o sol nasce exatamente atrás das estátuas e é de arrepiar. Chegue no escuro, leve casaco.

Rano Raraku — a pedreira dos moais, e talvez o lugar mais impressionante de todos. É a encosta de um vulcão onde as estátuas eram esculpidas — tem quase 400 moais espalhados pela grama, muitos meio enterrados, alguns inacabados ainda presos na rocha. Parece um cemitério de gigantes. Atenção: o ingresso do parque só permite uma visita aqui.

Anakena — a praia. Areia branca, coqueiros, água morna e um conjunto de moais bem atrás da faixa de areia. É o único lugar da ilha pra tomar banho de mar de verdade. Leve o dia.

Orongo e Rano Kau — a cratera do vulcão Rano Kau é uma das paisagens mais bonitas do Chile inteiro: um lago redondo cercado de penhasco, com o oceano ao fundo. Na beirada fica Orongo, a vila cerimonial do culto do Homem-Pássaro. Aqui também vale só uma visita pelo ingresso.

Ahu Akivi — os únicos sete moais que ficam de frente pro mar (todos os outros olham pra dentro da ilha). Ficam no interior e têm um alinhamento astronômico com o pôr do sol de equinócio.

Hanga Roa — a única vila da ilha, onde você vai dormir, comer e sentir o ritmo rapanui. Tem o pequeno porto, o cemitério coloridíssimo e uns moais logo na costa.

Pôr do sol no Tahai — logo ao lado de Hanga Roa, o complexo Tahai tem moais alinhados de frente pro oeste. É o lugar do fim de tarde: todo mundo senta na grama e assiste o sol afundar no Pacífico atrás das estátuas. De graça e inesquecível.

Moais na encosta do vulcão Rano Raraku, na Ilha de Páscoa

Roteiro de 3 dias na Ilha de Páscoa

Dia 1 — Sul e amanhecer: acorde cedíssimo pro nascer do sol em Ahu Tongariki. Depois siga pra Rano Raraku (a pedreira) e feche o dia na praia de Anakena. À noite, pôr do sol no Tahai.

Dia 2 — Vulcão e cultura: manhã em Orongo e no vulcão Rano Kau. À tarde, explore Hanga Roa com calma, o museu antropológico e a costa. Fim de tarde livre.

Dia 3 — Interior e ritmo lento: Ahu Akivi (os sete moais virados pro mar), as cavernas de Ana Kai Tangata e Ana Te Pahu, e uma volta sem pressa pela ilha de carro ou bike. Guarde a última noite pra um jantar de peixe fresco.

Se der pra ficar 4 dias, melhor ainda: sobra fôlego pra repetir o Tongariki num segundo amanhecer ou emendar um dia inteiro em Anakena.

O que você precisa pra entrar (formulário + parque)

Aqui é a parte que confunde muita gente, então vou destrinchar. São duas coisas diferentes:

1. O FUI — formulário de entrada. É o Formulario Único de Ingreso, obrigatório pra todo turista. Você preenche online e de graça no site oficial (ingresorapanui.interior.gob.cl) antes de embarcar — e apresenta no aeroporto de origem, não na chegada. Pra preencher você precisa ter em mãos:

  • Passaporte válido
  • Passagem de volta com saída em até 30 dias (esse é o tempo máximo de permanência de turista)
  • Comprovante de hospedagem num alojamento registrado no SERNATUR (com seu nome, as datas e o endereço da propriedade). Se for ficar na casa de um morador, precisa de uma carta-convite oficial.

2. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui. É separado do formulário e é o que libera a visita aos sítios dos moais (Tongariki, Rano Raraku, Orongo etc.). Você compra online ou no escritório da Ma'u Henua em Hanga Roa. Detalhes importantes:

  • O ingresso vale por 10 dias a partir do primeiro uso e serve pra estadia inteira.
  • Rano Raraku e Orongo só podem ser visitados uma vez cada com o ingresso; os outros sítios você repete à vontade.
  • Na maioria dos sítios é obrigatório estar com guia credenciado ou anfitrião rapanui — as exceções são Tahai e a praia de Anakena, que dá pra visitar por conta.

⚠️ As regras e os valores mudam com frequência. Sempre confirme no site oficial do governo do Chile e do parque antes de comprar passagem. Isso é essencial.

Onde ficar (Hanga Roa) — melhores hotéis por faixa

Todo mundo se hospeda em Hanga Roa, a única vila. Não existe grande rede internacional — são hotéis boutique, cabañas e lodges de dono. Nomes reais pra cada bolso:

Econômico / intermediário

  • Hostal Petero Atamu e Kona Tau — opções simples e bem localizadas, boas pra quem quer economizar.
  • Cabañas Christophe — cabanas charmosas com cozinha, ótimo custo-benefício.
  • Hotel Manavai — clássico da ilha, jardim tropical e piscina, conforto sem exagero.

Conforto

  • Hotel Taha Tai — frente pro mar, um dos mais tradicionais de Hanga Roa.
  • Hotel Altiplánico Rapa Nui — design bonito, integrado à paisagem, num morrinho com vista.
  • Hotel Hare Uta — boutique, à beira-mar, pequeno e aconchegante.

Luxo / lodges all-inclusive

  • Explora Rapa Nui — lodge all-inclusive com excursões guiadas incluídas, um dos endereços mais desejados da ilha.
  • Nayara Hangaroa (antigo Hangaroa Eco Village & Spa) — arquitetura inspirada em Orongo, spa, e frente pro Pacífico.

Dica: como a ilha é cara, muita gente escolhe um hotel intermediário com café da manhã e contrata tours à parte. Lodges como o Explora já embutem passeios e transporte no preço — vale comparar o pacote fechado com o "faça você mesmo".

Onde comer

A estrela é o peixe fresco — atum e o kana kana (barracuda local) grelhados são deliciosos. Prove também o ceviche rapanui e o tunu ahi, peixe cozido em pedra quente à moda polinésia. A maioria dos restaurantes fica na orla de Hanga Roa, com vista pro mar e pôr do sol de brinde. Preços saltam bastante em relação ao continente (quase tudo chega de avião), então já vá com essa expectativa. Feche a noite com um pisco sour olhando o oceano.

Praia de areia branca com moais na Ilha de Páscoa

Como chegar

Só se chega de avião, e só existe um voo: a LATAM opera a rota Santiago (SCL) → Ilha de Páscoa (IPC), com cerca de 5h30 de duração. Alguns voos seguem depois pra Tahiti. Como é a única companhia na rota, os preços variam muito com antecedência e temporada — compre cedo. Vale comparar datas e preços no Kiwi pra achar a melhor combinação com seu voo até Santiago. Lembrando: sem a passagem de volta em mãos, você não preenche o formulário de entrada.

Como se locomover

A ilha não tem transporte público. As opções:

  • Carro alugado — a forma mais prática de conhecer no seu ritmo. Reserve com antecedência, a frota é pequena.
  • Bike ou quadriciclo — legal pros arredores de Hanga Roa; a ilha inteira de bike já é puxado.
  • Tours guiados — a escolha mais comum, ainda mais porque vários sítios exigem guia credenciado. Meio dia ou dia inteiro, saindo de Hanga Roa.

Muita gente combina: um tour guiado no primeiro dia (pra entender a história) e carro nos dias seguintes.

Quando ir

Dá pra visitar o ano todo — o clima é ameno e subtropical, sem frio de verdade. O verão (dezembro a março) é mais quente e cheio; o inverno (junho a agosto) é mais fresco e chove mais, mas com menos gente. O grande evento é a Tapati Rapa Nui, festival de cultura e tradições que rola em fevereiro — se você curte, é uma experiência única, mas reserve tudo com muita antecedência.

Moais ao pôr do sol na Ilha de Páscoa

Quantos dias / Quanto custa

Dias: o ideal são 3 a 4 dias. Menos que isso e você corre; mais que isso vira descanso puro (o que também é ótimo).

Custo: sem rodeios — a Ilha de Páscoa é cara e remota. Voo, ingresso do parque, hospedagem, comida e tours: tudo pesa mais do que no continente porque quase tudo chega de avião. É viagem de "faço uma vez e faço bem-feito". Compensa reservar cedo, levar um cartão sem IOF e controlar os gastos de perto — mais pra frente te mostro como.

Tabela — principais sítios da Ilha de Páscoa

SítioO que éVale por
Ahu Tongariki15 moais em fileiraAmanhecer inesquecível
Rano RarakuPedreira dos moaisCentenas de estátuas na encosta (1 visita)
AnakenaPraia com moaisÚnico banho de mar da ilha
Orongo / Rano KauCratera + vila cerimonialPaisagem e cultura (1 visita)
Ahu Akivi7 moais de frente pro marAlinhamento astronômico
TahaiComplexo perto de Hanga RoaPôr do sol (sem guia)

Antes de ir

Três coisas que facilitam demais a viagem:

  • Seguro viagem — recomendável pra qualquer entrada no Chile e essencial num lugar tão isolado, onde qualquer imprevisto de saúde é longe de tudo. Cote o seu aqui.
  • Cartão sem IOF — pagando em pesos chilenos você economiza no câmbio. Veja essa opção.
  • eSIM — pra ter internet assim que pousar, sem caçar chip. Ativa antes de viajar.

E não esquece: a Ilha de Páscoa é um capítulo do Chile. Dá uma olhada no guia completo do Chile pra montar a viagem inteira.

Perguntas frequentes

Precisa de visto pra Ilha de Páscoa? Pra brasileiro, não. A ilha é território chileno e o Brasil entra no Chile sem visto pra turismo, só com passaporte válido. O que é obrigatório é o FUI (formulário de entrada), que é gratuito e você preenche online antes de embarcar. Confirme sempre no oficial.

Quanto tempo dura o ingresso do Parque Nacional? Vale 10 dias a partir do primeiro uso e serve pra estadia toda. Mas atenção: Rano Raraku e Orongo só entram uma vez cada; os demais sítios você repete à vontade.

Preciso comprar o ingresso do parque antes? Dá pra comprar online ou no escritório da Ma'u Henua em Hanga Roa quando chegar. Como os valores mudam, cheque o site oficial do parque na hora de planejar.

Quantos dias fico na ilha? De 3 a 4 dias é o ideal pra ver os principais sítios sem correria. O limite de permanência de turista é de 30 dias.

Preciso de guia pra visitar os moais? Na maioria dos sítios do parque, sim — guia credenciado ou anfitrião rapanui é obrigatório. As exceções são Tahai e a praia de Anakena, que você visita por conta.

Como se chega na Ilha de Páscoa? Só de avião, num voo da LATAM saindo de Santiago, com cerca de 5h30. Não há outra rota comercial.

A Ilha de Páscoa é cara? É, sim. Por ser remota, quase tudo chega de avião e os preços são bem mais altos que no continente. Reservar cedo e levar cartão sem IOF ajuda a segurar o orçamento.

Ilha de Páscoa organizada com a My

Uma viagem com formulário, ingresso, amanhecer no Tongariki e câmbio em pesos pede organização — e é exatamente aí que a My te salva. Ela monta o roteiro dia a dia (amanhecer, pedreira, praia, tudo na ordem certa), mostra o clima de cada dia, o mapa com a rota entre os sítios e a estimativa de custos por número de pessoas — importante num destino caro assim. Durante a viagem, você lança gastos em qualquer moeda com conversão automática (adeus, cabeça quente com peso chileno), divide as contas com quem foi junto, recebe lembretes na agenda (tipo "acordar 5h pro Tongariki") e ainda tem a lista de mala e documentos pra não esquecer o passaporte nem o comprovante do formulário. Funciona como app instalável (PWA), online e offline.

Experimente 7 dias grátis e deixe a My cuidar da logística enquanto você só se encanta com os moais. 👉 Comece agora


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