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Malta: guia completo para brasileiros viajarem em 2026

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Equipe My Way
9 de julho de 2026 · 13 min de leitura

Malta é aquele destino que quase ninguém coloca no topo da lista e todo mundo volta apaixonado. Um arquipélago minúsculo no meio do Mediterrâneo, entre a Sicília e o norte da África, com pedra cor de mel, água absurdamente azul, cavaleiros medievais, templos mais antigos que as pirâmides e inglês como língua oficial. Para o brasileiro, é uma das entradas mais fáceis na Europa. Bora entender tudo?

🔹 Resposta rápida Malta faz parte da União Europeia e do espaço Schengen, então brasileiro entra sem visto e fica até 90 dias só com passaporte válido (o ETIAS, autorização eletrônica, está a caminho — confirme no site oficial antes de viajar). Inglês é língua oficial, o que facilita tudo. A moeda é o euro, dá pra rodar o país inteiro em 5 a 7 dias, e a melhor época é primavera (abr–jun) e outono (set–out). Um detalhe importantíssimo: em Malta se dirige na mão inglesa (lado esquerdo). Monte seu roteiro com a My em minutos no getmyway.app/app.

O que fazer em Malta?

Malta cabe muita coisa num espaço pequeno. Você vai passear por ruelas de pedra dourada, tomar banho em lagoas turquesa, explorar fortalezas dos Cavaleiros de São João e comer bem por preços amigáveis. É praia, história e vida noturna no mesmo pacote.

Os grandes atrativos são: caminhar por Valletta, a capital-fortaleza; cruzar de barco até a Blue Lagoon de Comino; explorar a ilha rural de Gozo; se perder nas ruelas silenciosas de Mdina; e visitar templos megalíticos que têm mais de 5 mil anos. Some a isso mergulho de excelente visibilidade, cidades históricas viradas para o mar e uma gastronomia mediterrânea com toque árabe e italiano.

Quais são os principais destinos de Malta?

O arquipélago tem três ilhas principais habitadas: Malta (a maior), Gozo e Comino. Veja o que não pode faltar.

  • Valletta — a capital, patrimônio da UNESCO, é uma cidade inteira dentro de muralhas. Não perca a Co-Catedral de São João (com o Caravaggio "A Decapitação de São João Batista"), os Jardins Upper Barrakka com vista para o porto e a saudação de canhão ao meio-dia. Dá pra conhecer o essencial a pé em um dia.
  • As Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua) — do outro lado do Grande Porto, são o coração histórico e naval de Malta, mais antigas que a própria Valletta. Marinas charmosas, becos medievais e muito menos turista. Vá de dgħajsa (o barquinho tradicional) atravessando o porto.
  • Mdina, a cidade silenciosa — a antiga capital medieval no alto de uma colina, cercada por muralhas. Carros são praticamente proibidos lá dentro, por isso o apelido. É deslumbrante ao entardecer e serviu de cenário para produções famosas.
  • Gozo — a ilha vizinha, mais verde, rural e tranquila. Visite a Cidadela de Victoria, as salinas de Marsalforn e a Baía de Ramla. Aqui ficava a icônica Janela Azul (Azure Window), um arco de pedra sobre o mar que desabou em março de 2017 durante uma tempestade — hoje o local segue lindo para mergulho, e quem quer ver um arco natural parecido vai à Janela de Wied il-Mielaħ, também em Gozo, menos famosa e igualmente impressionante.
  • Comino e a Blue Lagoon — a menorzinha das ilhas é praticamente desabitada e guarda a Blue Lagoon, uma enseada de água cor de piscina entre Malta e Gozo. Vá cedo para fugir da multidão (é bem concorrida no verão).
  • Os templos megalíticosĦaġar Qim, Mnajdra e o Ġgantija (em Gozo) estão entre as estruturas de pedra livres mais antigas do mundo, anteriores a Stonehenge e às pirâmides do Egito. Também patrimônio da UNESCO.

Qual é a herança dos cavaleiros e os cenários de filmes em Malta?

Malta foi dos fenícios aos romanos, dos árabes aos normandos, mas o capítulo mais marcante é o dos Cavaleiros de São João (a Ordem de Malta), que dominaram a ilha de 1530 a 1798. Foram eles que resistiram ao Grande Cerco de 1565 contra os otomanos e depois ergueram Valletta como cidade-fortaleza. Essa herança está em cada muralha, catedral e brasão que você vê.

A luz dourada e os cenários intactos fazem de Malta um set de cinema natural. Por aqui já rodaram Game of Thrones (a primeira temporada usou Mdina como Porto Real e o Fort Manoel como o Grande Septo), Gladiador, Troia, Munique e o clássico Popeye (a vila do filme virou um parque temático em Anchor Bay). Fãs de série vão reconhecer vários cantos.

Malta

Qual a melhor época para viajar a Malta?

Malta tem clima mediterrâneo: verões quentes e secos, invernos amenos.

  • Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro) são o ponto ideal: sol, mar ainda bom para banho, temperaturas agradáveis e menos gente.
  • Verão (julho e agosto) é quente (fácil passar dos 33 °C), muito cheio e mais caro — mas é a alta do mar e das festas.
  • Inverno (novembro a março) é ameno (raramente abaixo de 10 °C), verde e baratíssimo, ideal para história e caminhadas, mas com mar frio e dias mais curtos.

Para equilibrar clima, preço e mar, aponte para maio, junho, setembro ou início de outubro.

Quantos dias ficar em Malta? Sugestões de roteiro

Por ser pequena, Malta rende muito em poucos dias. Veja roteiros que a My monta pra você:

  • 3 dias (essencial): Valletta + Três Cidades (dia 1), Mdina e Rabat com os templos do sul (dia 2), Blue Lagoon de Comino (dia 3).
  • 5 dias (recomendado): o essencial acima + um dia inteiro em Gozo (Cidadela, Janela de Wied il-Mielaħ, praias) + um dia de praia/mergulho ou passeio de barco.
  • 7 dias (completo): tudo acima com calma, mais tempo de mergulho, um dia extra em Gozo dormindo lá, vida noturna em Sliema/St. Julian's e cantos menos óbvios.

Quer combinar com outros destinos? Malta emenda lindamente com a Itália (voo curto para a Sicília ou Roma) e com a Grécia.

Brasileiro precisa de visto para Malta?

Não. Malta é membro da União Europeia e do espaço Schengen, então o brasileiro entra sem visto e pode ficar até 90 dias dentro de cada período de 180 dias, contando todos os países Schengen juntos.

O que você precisa:

  • Passaporte com validade mínima de 3 meses após a data prevista de saída do Schengen (o ideal é ter 6 meses de folga).
  • Comprovantes que podem ser pedidos na imigração: passagem de volta, reserva de hospedagem, seguro-viagem e comprovação de recursos.
  • Seguro-viagem — recomendadíssimo (para o Schengen, a exigência oficial é de cobertura mínima de 30 mil euros). Cote o seu por aqui: seguro-viagem.

Atenção ao ETIAS: a União Europeia vai passar a exigir uma autorização eletrônica de viagem (não é visto) para brasileiros. A entrada em vigor foi adiada algumas vezes, então confirme sempre no site oficial antes de comprar a passagem. Fonte oficial: travel-europe.europa.eu/etias.

Malta

Chip ou eSIM em Malta? Como fica a internet?

A melhor pedida é um eSIM: você compra e ativa pelo celular antes mesmo de embarcar, sem trocar o chip físico nem procurar loja no aeroporto. Malta tem ótima cobertura 4G/5G. Recomendo o Airalo, que tem planos específicos para a Europa: eSIM da Airalo.

E uma vantagem enorme para o brasileiro: inglês é língua oficial de Malta (junto com o maltês). Placas, cardápios, atendimento — quase tudo está em inglês, o que facilita demais se comunicar e se virar.

Se você usa serviços de banco ou streaming do Brasil e quer navegar com mais segurança em Wi-Fi público, uma VPN ajuda: NordVPN.

Dinheiro e cartão: como pagar em Malta?

A moeda é o euro (€). Malta é bem digital: cartão é aceito em quase todo lugar, inclusive por aproximação. Ainda assim, leve um pouco de dinheiro vivo para mercados, ônibus e lugares pequenos.

Dica de ouro para não perder dinheiro em IOF e no spread: use um cartão internacional sem IOF, que costuma render câmbio muito melhor que o cartão comum ou a casa de câmbio. Uma opção é o cartão sem IOF. Lembrando com todo o carinho: a My planeja sua viagem, mas não faz câmbio, não vende passagem e não é agência — ela te ajuda a organizar tudo com informação boa.

Preciso alugar carro em Malta? E a mão inglesa?

Aqui vai o aviso mais importante deste guia: em Malta se dirige na MÃO INGLESA, ou seja, pelo lado ESQUERDO da via, com o volante do carro à direita. Herança do período britânico. Se você nunca dirigiu assim, é um baita choque no começo — rotatórias e cruzamentos exigem atenção redobrada.

Sobre a papelada: para dirigir, o recomendado é levar a CNH válida acompanhada da PID (Permissão Internacional para Dirigir), emitida pelo Detran antes da viagem. As locadoras costumam pedir também cartão de crédito e idade mínima (em geral 21 ou 25 anos).

A boa notícia é que você não precisa de carro. Malta é minúscula e o transporte público funciona muito bem:

  • Ônibus cobrem praticamente toda a ilha de Malta e Gozo, saindo do hub central em Valletta. É barato e a rede é ampla.
  • Ferries ligam os pontos principais, incluindo o rápido ferry Valletta–Sliema–Três Cidades e o ferry Malta–Gozo (saindo de Ċirkewwa).

Alugue carro só se quiser explorar Gozo com liberdade ou fugir de horários. Para a maioria dos roteiros, ônibus e ferry dão conta.

Malta

Como chegar e como circular por Malta?

Como chegar: não há voo direto do Brasil. O caminho típico é 1 conexão em um grande hub europeu (Lisboa, Madri, Roma, Frankfurt, Istambul, entre outros) até o Aeroporto Internacional de Malta (MLA), perto de Luqa. Compare preços e rotas por aqui: passagens aéreas.

Como circular:

  • Ônibus — a espinha dorsal do transporte, com tarifas baixas e passe de vários dias (Tallinja).
  • Ferry — rápido entre Valletta, Sliema e as Três Cidades; e o ferry Malta–Gozo, que sai com boa frequência.
  • Táxi / apps — disponíveis, úteis à noite ou com bagagem.
  • A pé — Valletta, Mdina e as Três Cidades se exploram caminhando.

Onde ficar em Malta por faixa de preço?

Depende do seu estilo. Veja as regiões:

  • Sliema e St. Julian's — modernas, à beira-mar, cheias de restaurantes, compras e vida noturna (Paceville é o point das baladas). Melhor base para quem quer praticidade.
  • Valletta — para quem quer dormir dentro da história, com charme e boa localização, num ambiente mais tranquilo à noite.
  • As Três Cidades — autênticas, românticas e mais econômicas, com clima local.
  • Gozo — para quem busca sossego, natureza e ritmo lento; ótimo passar ao menos uma noite.
  • Mellieħa / norte — perto das melhores praias e do ferry para Gozo.

Quanto custa viajar para Malta?

Malta é mais em conta que a maior parte da Europa Ocidental. Uma estimativa de gasto diário por pessoa (fora a passagem aérea):

EstiloGasto/dia (por pessoa)Perfil
Econômico€ 55 – € 80Hostel/quarto simples, ônibus, comida de rua e mercado
Intermediário€ 90 – € 150Hotel 3★, alguns passeios de barco, restaurantes
Conforto€ 180+Hotel 4–5★, carro alugado, passeios privativos, jantares

Comparativo rápido de custos típicos:

ItemPreço aproximado
Passagem ida e volta (com 1 conexão)R$ 4.500 – R$ 8.000
Passe de ônibus (7 dias)€ 21
Ferry Malta–Gozo (ida e volta)~ € 4,65
Passeio de barco à Blue Lagoon€ 25 – € 45
Refeição em restaurante comum€ 12 – € 20
Café / pastizzi (salgado típico)€ 1 – € 3
Entrada em templo megalítico€ 10

Malta é segura para brasileiros?

Sim, Malta é considerada um dos países mais seguros da Europa, com índices de criminalidade violenta muito baixos. Os cuidados são os de qualquer destino turístico: atenção a pequenos furtos em áreas lotadas e cautela com o trânsito (lembre-se da mão inglesa, tanto ao dirigir quanto ao atravessar a rua — olhe para o lado contrário do que você está acostumada). À noite, Paceville é animada mas fica bem cheia; nada além do bom senso de sempre. Contrate um seguro-viagem e curta tranquila.

Perguntas frequentes sobre Malta

Brasileiro precisa de visto para Malta?

Não. Malta é Schengen, então você entra sem visto e fica até 90 dias (dentro de 180) só com passaporte válido. Fique de olho no ETIAS, que passará a ser exigido — confirme no site oficial antes de viajar.

É verdade que em Malta se dirige na mão inglesa?

Sim! Em Malta se dirige pelo lado esquerdo da via, com volante à direita, herança britânica. Se você não tem experiência com isso, redobre a atenção em rotatórias — ou simplesmente use ônibus e ferry, que funcionam muito bem.

Como ir de Malta para Gozo?

De ferry. Ele sai de Ċirkewwa (norte de Malta) e chega a Mġarr (Gozo) em cerca de 25 minutos, com saídas frequentes o dia todo. Você paga só na volta. Também há um serviço rápido de passageiros ligando Valletta a Gozo.

Quantos dias são ideais em Malta?

De 3 a 7 dias. Com 5 você conhece o essencial de Malta mais um dia em Gozo com folga; 7 dá para incluir mergulho, praia e cantos menos turísticos.

Preciso alugar carro em Malta?

Não é obrigatório. O país é pequeno e ônibus e ferries cobrem quase tudo. Alugue só se quiser mais liberdade (útil em Gozo) — e lembre da mão inglesa, além de levar CNH + PID.

Qual a melhor época para ir a Malta?

Primavera (abr–jun) e outono (set–out): clima ótimo, mar bom e menos gente. O verão é quente e lotado; o inverno é ameno e barato, mas com mar frio.

Falam inglês em Malta?

Sim, o inglês é língua oficial junto com o maltês. Placas, cardápios e atendimento estão quase sempre em inglês, o que facilita muito para o brasileiro.

Qual moeda usar em Malta?

O euro. Cartão é aceito em quase todo lugar; leve um cartão internacional sem IOF para economizar no câmbio e um pouco de dinheiro vivo para pequenas despesas.

Planeje sua viagem a Malta com a My

Malta tem muita coisa boa em pouco espaço, e é justamente aí que um bom roteiro faz diferença: encaixar Valletta, Gozo, Comino e os templos sem correria, no ritmo certo pra você. A My, a assistente de viagem com IA do My Way, te ajuda a montar o roteiro dia a dia, organizar horários de ferry, sugerir onde ficar e adaptar tudo ao seu estilo e ao seu bolso — com informação honesta, sem enrolação.

Lembrando com carinho: a My planeja sua viagem de verdade. Ela não vende passagem, não reserva hotel, não é agência e não faz câmbio — ela é a amiga que entende de viagem e te ajuda a decidir com clareza.

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