Se você imagina Roraima só como calor e savana, a Serra do Tepequém vira essa ideia do avesso. É um platô a cerca de 1.100 metros de altitude, no município de Amajari, onde o ar refresca, as manhãs pedem um casaquinho leve e as cachoeiras aparecem uma atrás da outra. Junte a isso a história dos antigos garimpos de diamante e você tem um dos cantos mais surpreendentes do Norte. Vem que a gente organiza essa viagem juntas.
🔹 Resposta rápida A Serra do Tepequém fica em Amajari (RR), a cerca de 200 km de Boa Vista (3h a 4h de carro). É um platô a ~1.100 m de altitude, com clima ameno, cachoeiras como Barata, Funil e Paiva, mirantes e trilhas de nível variado. O ideal são 2 a 3 dias, na estação seca (outubro a março). Dá pra visitar por conta ou com transfer, e há pousadas simples no alto da serra.
Onde fica e por que a Serra do Tepequém é tão diferente?
A serra está no noroeste de Roraima, no município de Amajari, perto da fronteira com a Venezuela. O que faz dela um caso à parte é a altitude: enquanto Boa Vista e a savana ao redor fervem, o platô fica lá em cima, com temperaturas mais baixas, neblina de manhã e uma vegetação de campos e matas que lembra pouco o restante do estado.
É uma formação de tepui — aquelas montanhas de topo achatado típicas da região do Escudo das Guianas. Você sobe por uma estrada de serra e, lá em cima, encontra um platô relativamente plano, com fazendas, pousadas, trilhas e um punhado de cachoeiras. Clima de refúgio, longe da correria.
O que fazer na Serra do Tepequém: o platô a ~1.100 m e o clima ameno
A grande estrela é o próprio ambiente. Estar a mais de mil metros de altitude, numa região que a maioria associa a calor, é uma experiência em si. As manhãs costumam ser frescas, às vezes com neblina cobrindo os campos, e o fim de tarde é ótimo para os mirantes.
No alto da serra você caminha entre campos abertos, riachos e pequenas matas. É o tipo de lugar onde o passeio principal é desacelerar: caminhar até uma cachoeira, tomar um banho de água gelada, subir num mirante e ficar olhando a paisagem. Nada de agenda apertada.
Quais são as principais cachoeiras da Serra do Tepequém?
As cachoeiras são o cartão-postal. As mais visitadas são a Cachoeira do Barata, a do Funil e a do Paiva, mas o platô guarda várias outras quedas menores pelo caminho. Cada uma tem seu charme: umas com poço para banho, outras mais estreitas e cênicas.
| Cachoeira / Atração | Tipo | Dificuldade de acesso | Bom para |
|---|---|---|---|
| Cachoeira do Barata | Queda com poço | Fácil a moderada | Banho e fotos |
| Cachoeira do Funil | Queda estreita e cênica | Moderada | Contemplação |
| Cachoeira do Paiva | Queda com poço | Moderada | Banho |
| Mirante / Corredor | Ponto panorâmico | Fácil a moderada | Pôr do sol |
| Trilhas do platô | Caminhada em campos | Variável | Ecoturismo |
Vale confirmar o acesso e as condições de cada cachoeira na hora, com a pousada ou com um guia local — o nível da água e a manutenção das trilhas mudam conforme a época e as chuvas.
Os mirantes e o Corredor valem a subida?
Valem, e muito. Os mirantes da serra entregam vistas amplas do platô e da savana lá embaixo — especialmente bonitos no fim de tarde. O Corredor, uma formação de paredões e passagem entre rochas, é um dos pontos mais fotografados e rende aquele visual que resume bem a paisagem dramática da região.
Como o clima é mais fresco, ficar parada admirando a vista aqui é bem mais agradável do que no calor da planície. Leve água, um lanche e tempo de sobra.
Qual é a história da garimpagem de diamantes na serra?
Parte da alma do Tepequém está no garimpo. A partir do começo do século XX, a serra virou palco da extração de diamantes e outras pedras, atraindo garimpeiros de várias partes. Por décadas, foi essa atividade que moldou a ocupação do platô.
Hoje o garimpo em larga escala ficou para trás e o turismo assumiu o protagonismo, mas os vestígios ficaram: casario, histórias contadas pelos moradores e uma memória forte que faz parte de qualquer visita. Conversar com quem vive ali é meio caminho andado para entender o lugar.
Como são as trilhas e dá para fazer rapel?
As trilhas variam bastante. Há caminhadas curtas e tranquilas até cachoeiras próximas e percursos mais longos por campos e matas, com subidas e descidas. Em alguns pontos, operadores locais oferecem rapel e outras atividades de aventura em paredões — sempre bom confirmar disponibilidade e segurança na hora.
| Trilha / Atividade | Nível | Duração aproximada |
|---|---|---|
| Trilha curta a cachoeira próxima | Leve | 30 min a 1h |
| Trilha a cachoeiras mais afastadas | Moderado | 1h a 3h |
| Circuito de mirantes | Leve a moderado | Meio período |
| Rapel em paredão | Moderado a intenso | Conforme operador |
Calçado firme, protetor solar, repelente e água são obrigatórios. Para as trilhas mais longas e para o rapel, um guia local faz diferença — conhece o caminho e as condições do dia.
Quantos dias ficar na Serra do Tepequém?
O ponto ideal são 2 a 3 dias. Em um dia você até dá uma passada nas cachoeiras mais fáceis, mas fica corrido e cansativo por causa do deslocamento desde Boa Vista. Com duas ou três diárias você acorda no alto da serra, aproveita as manhãs frescas, conhece cachoeiras e mirantes com calma e ainda pega um ou dois pôr do sol.
Se estiver montando um roteiro maior por Roraima, dá para encaixar a serra depois de conhecer Boa Vista e outros pontos do estado. É aí que a My ajuda: conte quantos dias você tem e o seu ritmo, que ela monta o roteiro dia a dia, encaixa deslocamentos e sugere o que priorizar.
Qual a melhor época para visitar?
A dica de ouro é ir na estação seca, aproximadamente de outubro a março. Nesse período chove menos, as trilhas ficam mais firmes e o acesso à serra e às cachoeiras é mais tranquilo.
Na estação chuvosa (por volta de abril a setembro), as cachoeiras ganham volume e a paisagem fica exuberante, mas as estradas e trilhas podem complicar, com trechos de lama. Se for nessa fase, prefira carro adequado e informe-se sobre as condições antes de subir.
Onde ficar na Serra do Tepequém?
A hospedagem no alto da serra é simples e aconchegante, com pousadas de perfil rústico e de ecoturismo. A infraestrutura é básica se comparada a grandes centros — parte do charme é justamente isso. Abaixo, faixas de referência para você se orientar. Confirme sempre nome, funcionamento e reserva antes de viajar, porque a oferta muda com frequência.
| Faixa | Perfil | Referências |
|---|---|---|
| Econômico | Pousadas simples e campings | Pousadas locais no platô, opções de camping |
| Médio | Pousadas de ecoturismo com estrutura | Pousadas com chalés e café da manhã na serra |
| Alto | Chalés mais completos e sítios de temporada | Opções de maior conforto no alto da serra |
Como a variedade é limitada, reservar com antecedência é fundamental, sobretudo em feriados e alta temporada. A My pode organizar a logística dos dias em torno da pousada que você escolher — mas lembrando: a My monta o roteiro e dá as dicas, ela não faz reservas nem vende hospedagem.
Quanto custa viajar para a Serra do Tepequém?
O maior peso do orçamento costuma ser chegar até Roraima. A passagem aérea para Boa Vista e o deslocamento até a serra (carro alugado ou transfer) são os itens principais. Já na serra, os custos são moderados: pousadas simples, refeições caseiras e, quando você opta por guia ou atividades como rapel, o valor do serviço.
Para comparar voos até Boa Vista com calma, dá pra usar ferramentas de busca de passagens. E, já que a viagem envolve trilhas, cachoeiras e estrada, contratar um seguro viagem é aquele cuidado que evita dor de cabeça — vale para qualquer viagem de aventura.
Passeios por perfil: crianças, família, idosos e acessibilidade
Sendo honesta: a Serra do Tepequém é um destino de natureza e trilhas, então o perfil de cada passeio muda bastante.
- Crianças e família: as cachoeiras de acesso mais fácil e os poços de banho são ótimos com a criançada, desde que você respeite o ritmo e evite as trilhas mais longas. O clima ameno ajuda a passar o dia ao ar livre sem aquele calorão.
- Idosos: dá para curtir muito a serra com passeios de acesso fácil, mirantes próximos da estrada e o próprio ambiente fresco. As trilhas mais longas ou íngremes, aí sim, exigem preparo — nada que impeça, mas convém escolher os percursos com cuidado.
- Acessibilidade: este é um ponto de atenção. Por ser um destino rústico, com trilhas de terra, subidas e estrutura simples, a serra tem limitações para quem usa cadeira de rodas ou tem mobilidade reduzida. Vale confirmar caso a caso com pousadas e guias.
O clima ameno é o grande aliado de todos os perfis: torna as caminhadas mais confortáveis do que seriam no calor da planície.
Como chegar à Serra do Tepequém
O ponto de partida é Boa Vista, capital de Roraima, que tem aeroporto com voos das principais capitais. Da cidade até a serra são cerca de 200 km, algo em torno de 3h a 4h de carro, dependendo das condições da via.
O caminho segue rumo a Amajari, e o trecho final é uma estrada de serra, com subida até o platô. Um carro adequado ajuda bastante, sobretudo na época de chuvas.
- Carro alugado: a opção mais flexível, já que na serra os pontos são espalhados e o transporte público é escasso. Alugue em Boa Vista.
- Transfer / passeio guiado: operadoras de Boa Vista oferecem transporte e passeios até a serra, ideais para quem não quer dirigir no trecho de serra.
Seja qual for a escolha, saia cedo de Boa Vista para aproveitar o dia. Quer entender o estado inteiro antes de decidir a ordem dos passeios? Dá uma olhada no nosso guia de Roraima.
Perguntas frequentes
A Serra do Tepequém é fria mesmo?
É bem mais amena que o restante de Roraima. Por estar a cerca de 1.100 m de altitude, tem manhãs frescas, neblina e temperaturas mais baixas, principalmente no começo e no fim do dia. Um casaquinho leve resolve.
Quantos dias preciso para conhecer a serra?
O ideal são 2 a 3 dias. Assim você aproveita as cachoeiras, os mirantes e o clima com calma, sem o cansaço de fazer tudo em bate e volta desde Boa Vista.
Dá para ir por conta própria?
Dá sim, principalmente de carro alugado saindo de Boa Vista. Para as trilhas mais longas, cachoeiras afastadas e atividades como rapel, um guia local deixa tudo mais seguro e prático.
Qual a melhor época para as cachoeiras?
Para trilhas firmes e acesso tranquilo, a estação seca (aproximadamente outubro a março) é a mais indicada. Na estação chuvosa as cachoeiras ficam mais cheias, mas as estradas e trilhas podem complicar.
A serra é boa para crianças e idosos?
Sim, desde que você escolha os passeios de acesso mais fácil e respeite o ritmo. As cachoeiras próximas, os mirantes acessíveis e o clima ameno agradam a todas as idades; as trilhas longas exigem mais preparo.
Preciso de seguro viagem para ir à Serra do Tepequém?
Não é obrigatório, mas é muito recomendável. Como a viagem envolve estrada de serra, trilhas e cachoeiras, um seguro viagem dá tranquilidade para qualquer imprevisto.
Bora montar seu roteiro na Serra do Tepequém?
A Serra do Tepequém é aquele destino que quase ninguém espera de Roraima: platô fresquinho, cachoeiras, mirantes e uma história de garimpo que dá alma ao lugar. Para transformar tudo isso em um roteiro que faz sentido — com os dias organizados, os deslocamentos encaixados e dicas na medida do seu ritmo — deixa que a My te ajuda.
É só contar quando você vai, quantos dias tem e o que curte, que a My monta o roteiro personalizado dia a dia. Ela cria o planejamento e dá as dicas (não reserva, não vende e não é agência — isso fica com você, com liberdade total).
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